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José Cesário: cortes no consulado são "incontornáveis"
Sexta, 14/06/2013

Os cortes salariais assim como as reduções nas férias e nos feriados dos trabalhadores do consulado são “incontornáveis”, diz o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. José Cesário chegou hoje a Macau, no âmbito de um ciclo de visitas integradas nas celebrações do Dia de Portugal.

 

José Cesário quer inteirar-se das preocupações da comunidade portuguesa, mas os cortes salariais dos trabalhadores do Consulado Geral de Portugal vão mesmo em frente. “Essas condições são incontornáveis. É que nós temos estado a fazer um reajustamento dos salários de toda a Administração. Eu espero que um dia consigamos alterar algumas destas questões (...) todos nós sofremos isso na pele, eu sei o que isso é, e, portanto, só espero que a prazo vir a corrigir essa situação”, afirmou.

 

Sobre as reduções de férias e feriados, o secretário das comunidades refere serem também “incontornáveis”, até porque o “novo regime foi negociado com os sindicatos” de Portugal. “Este estatuto tem vários aspectos que evidentemente considero muito interessantes para eles, abriram-se finalmente as possibilidades de eles poderem ser providos em lugares de chefes de chancelaria (...) mas tem outros aspectos que aproxima esta carreira de outras carreiras da Administração Pública, nomeadamente nas questões das férias e dos feriados. Mas isso é um princípio de justiça básico. Todos os nossos funcionários da Administração têm de ter o mesmo regime. Todos”, apontou.

 

Reconhecendo que os “sacrifícios são grandes” e “de todos”, José Cesário não deixou de realçar que os trabalhadores do consulado de Portugal em Macau são “indispensáveis à missão portuguesa”.

 

Sobre outro tema na ordem do dia, a nomeação do representante permanente de Portugal junto do Fórum Macau, o secretário para as comunidades não quis avançar qualquer informação. José Cesário remeteu a questão para a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) a quem cabe “gerir” o assunto.