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Consulado em Cantão é uma boa ideia, admite Sereno
Sábado, 01/06/2013

O cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong admite que a criação de um Consulado em Cantão – hipótese que tem sido defendida por Fernando Gomes, presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas – é uma boa ideia. Vítor Sereno diz que os tempos de crise que o país atravessa podem condicionar a concretização dessa medida, mas a sua implementação justifica-se. E dá um exemplo: "Setenta por cento dos cidadãos que me procuram aqui para tratar do ‘visto gold’, cidadãos que querem efectivamente investir em Portugal, são da província de Guangdong. Veja como estou limitado e como estamos limitados jurisdicional e geograficamente. Quem vive em Cantão, quem vive no sul da China, e queira tratar de um possível investimento em Portugal, consegue falar com a conselheira comercial, mas a sua tutela consular fica em Pequim, que fica a dois mil quilómetros de distância".

 

Vítor Sereno mostra-se também satisfeito com o corredor criado no consulado de Portugal para tratar de eventuais investimentos no país. "Já abrimos 19 processos. Se todos eles tivessem um desfecho positivo isto significaria que em menos de um mês estaríamos a entregar cinco milhões de euros ao erário público", assinala.

 

O 'visto gold' foi criado pelo Governo português para incentivar o investimento e a criação de emprego em Portugal, e possibilita uma autorização de residência para investimento, a ser atribuída a cidadãos que não pertençam ao território da União Europeia ou do espaço Schengen nem esteja sob a sua aplicação. Obriga a um investimento mínimo de meio milhão de patacas.