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DSAT quer rever já contratos dos autocarros públicos
Sexta, 31/05/2013

O director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) admite negligência mas não pensa em demitir-se. Ainda na sequência do relatório demolidor do Comissariado da Auditoria (CA), Wong Wan prometeu rever em breve os contratos para os serviços de autocarros públicos.

 

O responsável convocou uma conferência de imprensa, para a tarde de ontem, na qual analisou as fortes críticas da Auditoria ao desempenho dos serviços que lidera e também aos serviços prestados pelos autocarros públicos. Na ocasião, Wong Wan afastou a hipótese de demissão.

 

“O meu principal trabalho é acompanhar as sugestões do CA e envidar esforços para melhorar a situação. Por enquanto, não ponderei sobre essas questões”, disse Wong Wan, face à insistência dos jornalistas que perguntavam se teria ainda condições para continuar à frente da DSAT.

 

Falando em detalhe sobre o relatório, Wong Wan admitiu ter havido “negligência” e disse “aceitar todas as críticas da Auditoria”, relacionadas com a deficiente fiscalização aos serviços de autocarros, mais propriamente ao nível do controlo das tarifas. No entanto, sem explicitar as razões porque os serviços que lidera falharam, o director centrou o seu discurso exactamente nas operadoras.

 

Wong Wan reafirmou que as três empresas de autocarros vão ser penalizadas, caso o Governo encontre alguma irregularidade ou falsa declaração. O director da DSAT falou, sobretudo, em “sanções administrativas”, de acordo com o caderno de encargos, mas não excluiu a hipótese de haver mesmo uma queixa criminal.

 

No caso particular das tarifas, Wong Wan afirmou que caso seja descoberto que houve dinheiro liquidado de forma indevida, irá “exigir às operadoras a devolução do montante em falta”.

 

O director dos Serviços de Tráfego foi ainda mais longe, anunciando a revisão dos contratos com as operadoras de autocarros antes dos seus respectivos termos, em 2018. A DSAT já terá iniciado conversações com a Transmac, TCM e Reolian nesse sentido e aguarda agora uma resposta.

 

“Propusemos às operadoras a revisão dos contratos, pretendemos rever completamente a relação entre o itinerário e o número de passageiros”, disse Wong Wan, sem dar detalhes sobre os outros pontos que sofrerão mudanças.

 

No que respeita à frequência das carreiras, a DSAT promete um “estudo comparado” para acabar com a existência de “autocarros fantasma”. Com este estudo, o Governo pretende ainda responder melhor às necessidades da população, que auscultará de forma mais alargada.

 

Além disso, Wong Wan anunciou ainda “inspecções aleatórias”, como forma de responsabilizar as operadoras de autocarros, que têm igualmente de cumprir com o seu papel fiscalizador.