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Morreu o antigo jornalista da TDM José Alberto de Sousa
Sábado, 25/05/2013

Foi o apresentador do primeiro telejornal da história do canal português da Teledifusão de Macau, a 13 de Maio de 1984. José Alberto de Sousa morreu ontem em Lisboa, aos 58 anos, vítima de doença prolongada.

 

Quadro da RTP, José Alberto de Sousa chegou a Macau no início dos anos 80 do século passado. Na TDM, trabalhou na Rádio Macau e foi um dos elementos fundadores da televisão, chegando, mais tarde, a exercer o cargo de director geral dos canais portugueses e chineses da rádio e televisão.

 

O jornalista esteve no território até 1989, voltando depois para Lisboa e para a RTP, tendo sido chefe de redacção e responsável pela apresentação do telejornal do canal 1.

 

Posteriormente, José Alberto de Sousa assumiu o cargo de assessor do então secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Durão Barroso. Entre 1994 e Janeiro de 2000 foi conselheiro na Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas em Nova Iorque. Mais recentemente, até há um ano, foi assessor pessoal e diplomático do então Presidente da República de Timor-Leste e Nobel da Paz, José Ramos Horta.

 

Em declarações à Rádio Macau, Mário Cardoso, que conheceu inicialmente José Alberto de Sousa na RTP, voltando a trabalhar com ele na TDM, recorda um profissional “com talento e capacidade de trabalho”.

 

“Ele não era perfeito, como nenhum de nós é, mas, de facto, era uma pessoa com quem se podia trabalhar e de quem podíamos esperar trabalhos de qualidade. Lamento muito e é uma perda para o jornalismo português e também para Macau porque ele deu também bastante do seu trabalho em Macau e deixou marca”, recorda Mário Cardoso.

 

Também Paulo Coutinho trabalhou com José Alberto de Sousa na TDM. O actual director do jornal Macau Daily Times estava, na altura, a dar os primeiros passos no jornalismo e teve em José Alberto de Sousa o primeiro chefe na profissão.

 

De José Aberto de Sousa – com quem manteve sempre o contacto – Paulo Coutinho recorda a faceta de apresentador do telejornal, no arranque da TDM.

 

“Era um telejornal bilingue, um apresentador português e uma pivot chinesa, que era a Marine Tang, que era a chefe de redacção  Era aquilo a que se chama na gíria da televisão “um bicho de estúdio”. Ele poderia estar a conversar sobre o sexo dos anjos um minuto antes de começar o telejornal e quando a câmara acendia ele olhava para a câmara e para o público, dizia “boa noite” e, a partir de aí, era um show de apresentação de notícias do princípio ao fim”, descreve Paulo Coutinho.