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IC define orientações contra incêndios para templos
Sexta, 24/05/2013

Nos próximos meses, os templos terão de cumprir regras de segurança contra incêndios. O Instituto Cultural (IC) anunciou hoje a publicação de instruções, que vão ser adequadas a cada templo.

 

A medida vem na sequência do incêndio, no início de Abril, no templo de Na Tcha, que é classificado pela Unesco. Agora, o IC decidiu publicar instruções de segurança contra incêndios para mais de 40 templos do território.

 

O presidente do IC, Ung Vai Meng, disse hoje que as regras devem ser anunciadas nos “próximos meses”, acrescentando que as orientações incluirão normas gerais e outras mais específicas. “Já saiu a primeira versão, que é um rascunho das instruções. Enviámos esses rascunhos para os templos e para que possam dar-nos mais opiniões. É possível que determinadas situações só possam acontecer em alguns templos, e não noutros, por isso, vamos elaborar também diferentes instruções para cada templo. Pedimos que todos os templos tenham um manual de segurança contra incêndios”.

 

A primeira versão das regras contra incêndios serve para recolher mais opiniões entre os representantes dos templos. Ung Vai Meng revelou ainda que os responsáveis pelos templos e o IC já estiveram reunidos em Abril. “Convidámos os responsáveis de mais de 40 templos locais para uma reunião, no dia 20 de Abril, a fim de discutirmos as medidas da protecção e gestão dos templos. Durante a discussão, vários templos apresentaram experiências e opiniões. Nós dissemos que iríamos publicar instruções de segurança contra incêndios nos templos de Macau, para assim criarmos uma gestão rigorosa para esses locais”.   

 

De acordo com o IC, dez dos 41 templos que receberam os rascunhos responderam com as suas sugestões. As autoridades querem ver as regras temporárias contra incêndios adoptadas antes da aprovação da proposta de lei de salvaguarda do património cultural, que está em análise na especialidade na Assembleia Legislativa. E deixam o aviso, os templos que não cumprirem as instruções vão ver os seus nomes publicados, uma decisão, sublinha o instituto, “de natureza condenatória”.