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Arte: Mercado investe na Feira de Hong Kong, fecha domingo
Quinta, 23/05/2013

 

Em Hong Kong arranca hoje, no Centro de Convenções, a Feira de Arte Basel Hong Kong. É a maior da região e o resultado de uma das grandes operações que, no ano passado, surpreendeu o mercado de arte. A feira suíça adquiriu não apenas a feira de Hong Kong, alargou-se também a Miami apostando em mercados de arte emergentes fora da Europa. A feira abre hoje portas com as maiores galerias de arte do mundo, representantes de colecções e coleccionadores, e um ciclo de conferências que pergunta sobre o papal do mercado na arte contemporânea. 

A pergunta é retórica para uns, séria para outros, mas vistas as coisas serão estes eventos multitudinários, multimilionários, uma oportunidade também para as comunidades artísticas locais? Margarida Saraiva, historiadora, no Museu de Arte de Macau, lembra o efeito benéfico, diz, das feiras de arte em Hong Kong.

“Têm desempenhado um papel que, no sistema de arte ocidental, está normalmente reservado aos museus e às galerias. Nesse sentido, este ano com a compra da feira de arte de Hong Kong pela Feira de Basel verifica-se no programa um aumento muito significativo da participação dos artistas locais e das instituições locais com exposições sobre arte contemporânea chinesa, e um programa direccionado a  crianças e famílias que não tem paralelo noutras ocasiões”, resume. A questão dos vícios ou virtudes do mercado é, apenas, uma questão entre outras. Daí a importância das conferências no programa paralelo ao da feira. “Quem precisa de crítica de arte?” é o título de uma das conferências, “Devemos coleccionar arte local para uma audiência internacional?”, é o tema de outra, “Público e privado, a arte fora dos museus”, é o tema de uma terceira conferência. São problemas que atravessam os debates, hoje, em volta da arte contemporânea. A Feira, no encerra domingo.