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Responsáveis de seguros de todo o mundo reunidos em Macau
Terça, 14/06/2011
200 delegados da área dos seguros estão reunidos desde hoje em Macau, no âmbito do seminário Global 2011 e das reuniões das comissões da Associação Internacional de Supervisores de Seguros. Em 2011, Portugal não está representado.

No discurso de abertura, o secretário para a Economia e Finanças, destacou a necessidade de uma supervisão mundial do sistema segurador e financeiro. “Os acontecimentos que se têm sucedido ao nível mundial nos últimos três anos sugerem que precisamos muito de uma supervisão concertada e abrangente no sistema financeiro global”, afirmou Francis Tam.

O secretário entende que este seminário é importante para Macau numa altura em que o sector financeiro local “está a lutar para se tornar mais internacionalizado”.

Ao longo dos próximos dias vão estar em debate temas como a insolvência e desvalorização, conduta de mercados, escassez de governos corporativos, supervisão de grupo e supervisão transfronteiriça.

Aos jornalistas o secretário-geral da Associação Internacional de Seguros, Yoshihiro Kawai, referiu que o principal desafio do mundo, em particular depois da crise financeira, “é a adaptação ao mercado de seguros globalizado”. Yoshihiro Kawai entende que “há actualmente uma lacuna entre o desenvolvimento dos mercados e o mecanismo de regulação. O desafio é como abordar essa diferença”. Para o responsável neste seminário há dois pontos importantes em debate: a criação de uma plataforma comum de supervisão dos grupos activos internacionalmente e como os seguros devem estar atentos ao desenvolvimento dos mercados, para além da supervisão de cada companhia.

O presidente da Autoridade Monetária de Macau destacou a forma como, na RAEM, as seguradoras têm vindo a recuperar da crise, mas ainda registam taxas baixas relativamente a outros territórios. Anselmo Teng destacou que há dois sectores principais na área dos seguros que se tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos, mas há, por outro lado, “a taxa de penetração do sector segurador local, que tem sido muito baixa comparativamente a outros territórios. Por isso, há muitas oportunidades para as companhias crescerem”, considera Anselmo Teng.