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Itinerário causa tensões entre polícia e manifestantes
Quarta, 15/05/2013

A manifestação marcada para o início da tarde de hoje não correu como esperado. Algumas centenas de pessoas concentraram-se no Largo do Senado, numa acção que contrariou o itinerário proposto pelas autoridades, causando tensões entre polícias e manifestantes.

 

A Polícia de segurança Pública (PSP) tinha autorizado apenas a concentração e saída da manifestação da Praça da Amizade, mas os manifestantes não cederam. A Associação de Mútuo Auxílio dos Operários de Macau concentrou-se mesmo no Largo do Senado tal como tinha proposto às autoridades.

 

Mas, pelas 14.30 horas, quando os manifestantes se preparavam para iniciar a marcha em direcção à Fundação Macau, criou-se uma enorme confusão ao serem impedidos de sair juntos do Largo do Senado.

 

A situação enfureceu Cheng Lok Sun, um dos organizadores do protesto. “Têm de perguntar à polícia por que é que ainda não começamos a andar. Eles impedem-nos. Estamos a exercer o direito conferido pelo artigo 27 da Lei Básica, gozamos de liberdade de manifestação. A polícia está a privar-nos da liberdade que nos é atribuída pela Lei Básica”, afirmou.

 

O presidente da Associação de Promoção dos Direitos Humanos e da Democracia também lamentou o número de polícias destacados para o Largo do Senado. “Nós decidimos realizar a manifestação na Avenida de Almeida Ribeiro e a polícia quer impedir-nos. Os turistas internacionais podem ver esta situação toda, eles não têm vergonha? Não percebo porque as autoridades enviaram tanta polícia”.

 

Um dos organizadores da manifestação era o conhecido activista Lei Kin Iun, que recentemente anunciou voltar a concorrer às eleições legislativas. Lei Kin Iun disse aos jornalistas que pelo menos um dos organizadores foi sozinho até à Fundação Macau para entregar uma carta.

 

Os manifestantes reclamam o que dizem ser uma má distribuição dos subsídios às associações por parte da Fundação Macau. Além disso, queixam-se dos estudantes da China que ficam a trabalhar no território depois de concluírem os cursos universitários.

 

Face à força policial, os manifestantes começaram a dispersar meia hora depois. As autoridades policiais falaram em 60 polícias e cerca de 300 manifestantes. Contactada pela Rádio Macau, sobre as mudanças no itenerário, a PSP remeteu respostas para mais tarde.