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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quarta-feira)
Quarta, 15/05/2013

Imobiliário, urbanismo, liberalização dos concursos públicos. Sobre estes três temas se distribuem as manchetes e as principais notícias da imprensa portuguesa publicada em Macau. O Hoje Macau tem uma reportagem sobre os 75 anos da Associação Lo Leng, o Ponto Final fala ainda das denúncias de direitos humanos na China, e o Jornal Tribuna de Macau dá eco a declarações de Susana Chou preocupada com o peso da indústria do jogo.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

O Va Kio dá conta de apreensões várias protagonizadas pela Alfândega de Macau. Um dos casos relatados refere-se à detenção de dois indivíduos na sequência da descoberta de uma loja clandestina de software de jogos electrónicos. Os detidos são o dono da loja e um estudante, trabalhador part-time.

 

No Ou Mun, hoje, as primeiras quatro páginas são dedicadas à publicidade. No resto da edição, o jornal dá conta de um objecto voador não identificado que surgiu nos céus do sul da China. As autoridades aerospaciais chinesas esclareceram que se tratava de uma sonda. De resto, o jornal relata casos de vários suicídios ou de tentativas.

 

Canal chinês da Rádio Macau

O Ou Mun Tin Toi falava esta manhã da concessão pelo Governo da RAEM de um terreno situado no COTAI à Sociedade de Jogos de Macau. A rádio revelou ainda que a Galaxy publicou os dados financeiros do 1º trimestre de 2013. E, ainda no campo da economia, as reservas cambiais da RAEM registaram, em finais do mês passado, 128,9 mil milhões de patacas. Trata-se de um decréscimo de 0,8% relativamente aos dados de Março.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Jornal Tribuna de Macau entrega a manchete a um tema europeu. “UE sugere liberalização de concursos públicos”. Diz o jornal que uma delegação de Macau se reuniu em Genebra, na Suiça, com a Organização Mundial do comércio.

Em grande destaque aparecem as declarações da antiga presidente da Assembleia Legislativa no seu blogue. “Susana Chou defende aposta na história e na cultura”. O jornal dá conta ainda de que o Encontro das Comunidades Macaenses tem encontro marcado, provisoriamente, para Novembro.

 

No Ponto Final, uma ilustração de Rui Rasquinho na primeira página explicita o drama das trabalhadoras sexuais na China às mãos dos agressores, a maioria pertencente ás forças de segurança. Trata-se de uma história do jornal que faz eco da denúncia da organização Human Rights Watch.

A manchete é, todavia, reservada às questões imobiliárias. “Lei do mercado ou ‘emergência social’” contrapõe o jornal para contar que os agentes imobiliários estão contra um tecto no mercado de arrendamento imposto por lei.

 

O Hoje Macau lembra, em manchete, que o prédio em construção na Calçada do Gaio está embargado faz cinco anos. Daqui a gorda: “Nem ata nem desata”. Com grande espaço na edição do jornal está uma reportagem, nas centrais, sobre os 75 anos da Associção Lo Leng. “Artes marciais e muito mais” é o título. O Hoje Macau aparece ainda com uma declaração do porta-voz da comissão que, na Assembleia Legislativa está a rever a lei do urbanismo. Chan Chak Mo diz que não conhece as exigências da Unesco.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Post Independent apresenta em manchete uma grande apreensão da Alfandega de madeiras nobres, ninho de andorinha e bife de Kobe num valor total de cerca de 166 milhões de yuan. 

A primeira página relata ainda uma notícia de suicídio.

 

O Business Daily fala do mercado do arrendamento imobiliário. “Urgente a reforma do mercado de arrendamento” explicando que o deputado Pereira Coutinho apresentou uma proposta, neste sentido, na Assembleia Legislativa em contra-corrente com a opinião maioritária dos agentes imobiliários que preferem mais oferta para provocar a queda do valor das rendas.

 

O Macau Daily Times aparece com uma grande foto da piscina de Cheok Van, “Centenas de banhistas à espera da época balnear”.

Já a manchete recolhe declarações do embaixador Vicent Piket, responsável pelo Gabinete da União Europeia para Macau e Hong Kong. “Estou empenhado em trazer empresas euopeias para a Ilha da Montanha”, afirma o título.

O jornal nota ainda que os Prémio Bollywood, do cinema indiano, vão regressar ao Cotai.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O China Daily fala do aumento da procura por obrigações em dólares, mas o grande destaque da primeira é filipino. A primeira página revela uma foto de uma manifestação em Hong Kong à porta do consulado das Filipinas. Isto porque, na passada quinta-feira, um pescador de Taiwan foi morto pela Guarda Costeira filipina. Daí o título “Manila pede desculpas pela morte do pescador”.

 

O Standard tem publicidade na primeira página. O primeiro título do jornal é ainda relativo às acusações de suborno ao antigo comissário contra a corrupção de Hong Kong. “Está constituída a equipa de investigação do próprio Alto Comissarido contra a Corrupção”, conta o jornal.

 

O South China Morning Post puxa, exactamente, pela mesma notícia. “Inquérito criminal ao antigo director do ICAC”, o organismo de combate á corrupção de Hong Kong. 

O South China dá também a notícia, com imagem, do estranho objecto que cruzou os céus do sul da China. Não era um avião, nem um super-homem. Segundo a Agência Espacial chinesa, tratou-se de uma sonda.