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Tese: Gerir receitas é mais importante do que diversificação
Domingo, 12/05/2013

A diversificação da economia não é o único caminho para Macau. Ao contrário do que defende o discurso oficial, Susana Mieiro sustenta que mais importante é gerir bem o “boom” do jogo. A investigadora, que esta semana defendeu uma tese de doutoramento na Universidade de São José, diz, no Paralelo 22 de hoje, que o que é preciso é aproveirtar os recursos e preparar o futuro.

 

“Eu acho que enquanto for bom, enquanto estiver a dar, enquanto o território puder beneficar, porque não aproveitar esse benefício para se fortalecer? E a recomendação vai no sentido de aproveitar estes recursos para fortalecer  o território. É uma doença benéfica se for bem gerida”.

 

Na mesma entrevista, Mieiro defende ainda uma aposta na formação humana em vez da diversificação económica.

 

A tese da académica intitula-se “A doença holandesa – Diagnóstico e Tratamento”. Trata-se de um trabalho sobre Macau e as economias que, subitamente, enriqueceram à custa do crescimento de uma única indústria. No caso de Macau foi o jogo, noutras o petróleo. O sucesso de cada uma, diz Susana Mieiro, dependeu da boa gestão dos recursos: “Eu fiz uma listagem de vários casos e nuns casos correu bem, o caso da Noruega, noutro não, é o caso da Venezuela, e tudo se prendeu com a gestão das receitas que vinham do sector que estava em franca expansão. Daí, com base nas experiências doutros países, para que Macau aproveite muito bem os tempos das vacas gordas para assegurar que, na eventualidade destas receitas virem a diminuir ou até a desaparecer, o território estar  fortalecido para dar a volta com pessoas com capacidade para empreender  e abraçar outro tipo de actividades”.