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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 30/04/2013

O caso La Scala está hoje em todos os jornais de Macau, com o julgamento a ser adiado por causa da ausência do magnata Joseph Lau, que alega não ter condições de saúde para vir ao território. Noutros temas em destaque, as manifestações do 1º de Maio e o impacto da semana dourada nas fronteiras do território.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O julgamento do caso La Scala domina as primeiras páginas dos jornais desta terça-feira. O Va Kio conta que o magnata Joseph Lau esteve ausente ontem na sessão de audiência por motivos de saúde. Macau vai enviar uma junta médica a Hong Kong para confirmar se o empresário não pode comparecer. O julgamento foi adiado para 17 de Junho.

 

O Ou Mun destaca também o julgamento, mas foca ainda a situação dos postos fronteiriços: ontem, muitos turistas da China Continental aguardaram duas horas para atravessar a fronteira. As filas começaram ainda antes da abertura dos postos. Nas Portas do Cerco, o número de turistas começou a aumentar mas, diz o jornal, a situação não é grave.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi estava esta manhã a dar conta dos números referentes às exportações. No mês de Março, exportou-se o equivalente a 755 milhões de patacas, uma subida de sete por cento, em comparação com período homólogo de 2012. Da agenda política, a emissora dizia que a 1ª Comissão Permanente da Assembleia realiza hoje uma reunião, para continuar a discutir a alteração à lei de terras.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily destaca na manchete que a corrida ao ouro limpa as montras das ourivesarias em vésperas do feriado do Dia do Trabalhador. A compra de artigos em ouro continua forte, nota o jornal, que chama ainda à primeira página mais um adiamento do início do julgamento do caso La Scala. Outra notícia em foco: investidores minoritários do Studio City apostam tudo, ou seja, exercem o direito de accionar a opção de financiar ao nível máximo a segunda fase de capitalização do projecto.

 

No Macau Daily Times o título principal informa que a polícia espera que 1500 pessoas participem nas manifestações do 1º de Maio. No outro grande destaque desta edição, o jornal mostra as “esculturas vivas” de Pablo Reinoso. Outro título: Casa de Vidro do Tap Seac vai transformar-se em centro cultural.

 

O Macau Post Daily ocupa parte da capa com a notícia do adiamento do julgamento do caso La Scala e o envio de uma junta médica a Hong Kong, para investigar o estado de saúde de Joseph Lau.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

No Ponto Final lê-se no título principal “Polícias de si próprios”: “As associações que pediram autorização para sair à rua amanhã, no Dia do Trabalhador, enfrentam uma exigência que alguns consideram difícil cumprir. Por cada 20 manifestantes, têm de destacar um segurança para ajudar a polícia a controlar a manifestação”. A dividir as atenções nesta primeira página está ainda o título “Solidão perigosa”, para a notícia que dá conta de que “o Comité dos Direitos do Homem considera ‘excessivo’ o tempo de isolamento com que o Instituto de Menores pode castigar jovens infractores”.

 

No Hoje Macau, a manchete fala num “Relatório manco”, a propósito do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. “Pais contentes mas de pé atrás”, lê-se ainda. A associação de pais da escola, explica o jornal, “falou sobre a nota de muito bom dada à instituição, mas ainda há um longo caminho a percorrer que pode passar pelo aumento das propinas dos alunos”. Em foco ainda o caso La Scala – “Saúde de Lau continua a adiar julgamento” e a situação do Sin Fong Garden – “Proprietários das fracções pedem reconstrução agora”.

 

O Jornal Tribuna de Macau destaca no título principal que o “Governo está a seguir o ‘caminho mais difícil’”. É o que diz Melinda Chan – a deputada contesta o recuo na proposta sobre violência doméstica. Também em grande foco surge a avaliação ao D. José Da Costa Nunes, que “recomenda mais inglês e mandarim”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post surge com uma manchete relacionada com o turismo e a fotografia de uma joalharia em Mong Kok. Nas gordas, diz o jornal, “Negócio perde fôlego na Semana Dourada”, numa referência às fracas expectativas de lojistas e hotéis em relação ao comércio e taxas de ocupação desta semana.

 

No Standard, a manchete é dedicada ao julgamento de dois deputados, que acusam um magistrado de estar a fazer um julgamento político.

 

O China Daily também dá atenção ao caso dos “deputados radicais” de Hong Kong, mas a manchete vai para as cerimónias fúnebres dos 15 uigures mortos na sequência dos atentados, há cerca de uma semana, em Kashgar, na região autónoma de Xinjiang.