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Deputados contra Raymond Tam na comissão eleitoral
Quinta, 25/04/2013

Pereira Coutinho acusou o Governo de “dualidade de critérios”. O deputado ficou insatisfeito com a resposta do Chefe do Executivo à pergunta que fez relacionada ainda com o caso das campas. Coutinho acusa secretária Florinda Chan de proteger alguns funcionários públicos da tutela da Administração e Justiça.

 

“A Dr.ª Orieta Lau, ex-directora das finanças, e a subdirectora Anita Chong tiveram de libertar os lugares de direcção por causa de um processo em tribunal. Ou seja, antes do processo correr em tribunal elas tiveram de saltar dos cargos, mas estes [responsáveis] como têm a madrinha podem ficar lá até ser conhecida a decisão do tribunal. Isto é extremamente injusto, porque é uma manifesta dualidade de critérios que não se compreende”, afirmou Coutinho, referindo-se a Florinda Chan e ao presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), que é arguido no caso das dez sepulturas perpétuas no Cemitério de São Miguel Arcanjo.

 

Melinda Chan concorda com Pereira Coutinho. A deputada considera que o presidente do IACM, Raymond Tam, não devia ser um dos membros da comissão para os assuntos eleitorais. “No caso de Raymond Tam, a lei não determina que o presidente do IACM tem necessariamente de fazer parte da comissão eleitoral. O que significa que o Governo pode escolher outra pessoa do instituto sem ser o Raymond Tam, porque há algumas questões em torno dele e não sabemos se pode ainda vir a ser suspenso”, sustentou.

 

No entanto, há deputados que não vêem inconvenientes nesta nomeação. Chan Chak Mo, por exemplo, sublinha que até haver uma sentença, o presidente do IACM é inocente. “Sem uma decisão do tribunal todas as pessoas presumidamente inocentes. Não podemos dizer, só baseados numa suspeita, o que a pessoa em causa pode ou não fazer”.