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CPM não deve ter intervenção política, diz Amélia António
Sábado, 11/06/2011
A Casa de Portugal de Macau (CPM) não deve ter intervenção política, pois isso pode dividir a comunidade. A ideia é defendida por Amélia António, a presidente da Casa de Portugal (CPM) no programa Rádio Macau Entrevista. “A CPM tem actuado em alturas que considera ser fundamental para a presença portuguesa e da comunidade portuguesa. Penso que não cabe à CPM uma intervenção política. Ela (CPM) deve ser um pólo agregador da comunidade portuguesa e ao tomar uma actuação muito política, ou estruturalmente política, vai criar uma divisão. Porque é impossível ter uma posição desse tipo que congregue toda a comunidade”, considera Amélia António.

Para a presidente da Casa de Portugal, o Bairro de S. Lázaro não deve acolher serviços públicos. Amélia António lembra que o Bairro de S. Lázaro é “um bairro de eleição como área artística e cultural de Macau” e por isso não deveria ser “ocupado por serviços públicos que fecham e tornam o bairro morto a partir das 6 da tarde”.

Amélia António, advogada de profissão, considera que os problemas dos tribunais só se resolvem com a contratação de mais juízes ao exterior e lança fortes críticas ao processo Luis Amorim. Para Amélia António, o Governo deve ordenar uma investigação à actuação das policias. “Toda essa parte administrativa do processo e toda a actuação ligada com isso devia ter sido averiguada para que não ficasse no espírito do cidadão residente de Macau o receio ou as dúvidas, e para que também não recaia sobre corporações, que muitas vezes fazem o seu melhor, o estigma de uma acusação genérica que não é justa”, considera Amélia António.

No programa Rádio Macau Entrevista, Amélia António revelou que a CPM está apostada em criar um núcleo de fado no território.

Sobre o futuro da Festa Lusofonia, a presidente da Casa de Portugal defende que a zona das Casas-Museu da Taipa continua a ser o local ideal para a realização do evento, mas considera que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais deve melhorar o espaço.

Amélia António diz que uma das moradias pode vir a funcionar, no futuro, como um restaurante para a promoção da gastronomia dos países de língua portuguesa.