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Martins:”Política de mão-de-obra está a aquecer o mercado”
Sábado, 13/04/2013

Albano Martins entende que o Governo tem nas mãos duas bombas: a do imobiliário e a da mão-de-obra. No programa Rádio Macau Entrevista, o economista justifica: “A tensão sobre a oferta é de tal modo grande que os preços da mão-de-obra começam a subir substancialmente”. Para Albano Martins, com a actual política vê-se que “os residentes vêem os salários aumentar, os não residentes vêem os salários a diminuir. O que significa que há, desde que não haja exploração gananciosa, capacidade de se ir buscar mão-de-obra lá fora e arrefecer a economia”.

 

A mão-de-obra está a aquecer o mercado e ninguém quer ver isso, acusa Albano Martins. “Macau é uma cidade internacional e não pode só viver da mão-de-obra local. Macau sempre cresceu à custa da mão-de-obra do exterior porque é que agora há meia dúzia de gatos pingados que acham que por serem residentes têm o direito de dizer ‘não senhor só há mão-de-obra local, não há mão-de-obra não residente’”. Para o economista os recursos humanos locais são insuficientes e por isso o Governo deve “liberalizar” as políticas.

 

Albano Martins foi o convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista, que está disponível nesta página.