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Anima homenageia Edmund Ho e Wynn, mas critica Governo
Quarta, 27/03/2013

A ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais de Macau vai homenagear hoje Edmund Ho e Steve Wynn, atribuindo-lhe o título de presidente honorário vitalício. Albano Martins, líder da ANIMA, diz que o antigo Chefe do Executivo apoiou desde o início a actividade da Sociedade Protectora dos Animais de Macau.

 

“Edmund Ho sempre teve o cuidado de, nos momentos difíceis, nos dar a mão. Apoiou-nos desde o princípio. Até este ano, quando houve dificuldades financeiras, o Edmund Ho apareceu-nos como último recurso, até do próprio bolso”, notou Albano Martins.

 

Um dos apoios mais significativo dados à ANIMA, partiu do líder da Wynn que já concedeu mais de dois milhões de patacas de apoio à ANIMA.

 

“Steve Wynn pagou-nos as dívidas todas que tínhamos acumulado e deu-nos algum apoio para nós orientarmos o orçamento em 2012”, observou ainda. “Estou convencido que o seu apoio continuará em 2013 e para o futuro”.

 

Albano Martins diz ainda que empresas como a Sands China e a Galaxy e vários membros da comunidade têm apoiado a Sociedade Protectora dos Animais. O Governo também, mas os apoios não chegam para suportar o orçamento.

 

“No final de cada ano temos sempre um grave problema de tesouraria”, assinala o activista, “porque temos um orçamento de quase cinco milhões de patacas. O Governo dá-nos algum dinheiro. No ano passado, deu-nos um milhão e meio mas é muito pouco. Este ano, o Executivo reforçou para um milhão e oitocentos mas ainda é pouco porque temos um projecto de investimento a executar que é o apetrechamento da nossa clínica e só isso vai custar dois milhões de patacas”.

 

Hoje é dia de festa para a ANIMA, mas Albano Martins continua a criticar a actuação do Governo, que não avança com legislação para proteger os animais.

 

“Continuamos a não perceber porque é que o Governo tendo recebido uma proposta pragmática da nossa parte para avançar, rapidamente, com um regulamento administrativo até a lei sair, não avança”. Albano Martins sublinha que, da maneira como foi apresentada, “a proposta levaria menos de uma semana a ser assinada pelo Chefe do Executivo”. “Não consigo perceber porque é que isto não anda para a frente. Qual é a teimosia?”, termina, perplexo.