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Wynn pagou 20 mil patacas por violação de dados pessoais
Terça, 26/03/2013

A Wynn Macau foi multada em 20 mil patacas por violação de dados pessoais. O caso começou a ser investigado em inícios do ano passado por iniciativa do Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP).

 

Em causa está uma investigação feita pela empresa-mãe a um administrador. A investigação que foi levada a cabo por uma terceira empresa que esteve em Macau para verificar se o administrador tinha violado o dever de gestão e a lei de anti-corrupção do país da empresa-mãe.

 

O chefe funcional do GPDP, Lio Chi Hon, explicou aos jornalistas que à entidade externa foram entregues “dados sensíveis” de clientes, como “dados relativos ao check-in no hotel, o consumo feito”.

 

Lio Chi Hon acrescentou ainda que a empresa filial assumiu que revelou dados pessoais a terceiros sem consentimento do interessado, infligindo a lei de Macau. “A empresa filial não tem legitimidade para transferir dados à empresa-mãe”, disse.

 

Por isso mesmo a Wynn foi multada em dez mil patacas, valor a que se juntaram outras dez mil patacas pela transferência de dados para fora de Macau. Lio Chi Hon explicou que a empresa filial “não seguiu a instrução do gabinete” que não foi notificado “aquando da transferência de dados”.

 

Durante a conferência de imprensa desta tarde não foi revelado o nome do administrador em causa. Mas de recordar que no âmbito do processo que tem oposto Kazuo Okada a Steve Wynn, a empresa chegou a avançar com um processo contra o japonês por este ter alegadamente infligido as regras da empresa e, possivelmente, a lei anti-corrupção dos EUA.