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Luís Sequeira surpreendido com eleição de Papa jesuíta
Quinta, 14/03/2013

O padre Luís Sequeira, antigo superior dos jesuítas de Macau, descreve a notícia da eleição de “um companheiro” para Papa como uma “grande surpresa”. 

 

Comentando à Rádio Macau a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio como Papa, o primeiro a sair da Companhia de Jesus e também o primeiro sul-americano, Luís Sequeira afirmou que “é uma grande surpresa para mim ser um meu companheiro. Nós [jesuítas] temos obediência ao Papa, mas não esperamos que algum venha a ser eleito como tal.” De acordo com o padre Sequeira, esta eleição é também “como que uma afirmação do serviço da Companhia de Jesus à Igreja.”

 

Com a eleição de Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, como novo Papa, Luís Sequeira destaca que agora passa a estar em evidência uma Igreja, que a América Latina representa, com uma dimensão mais próxima do povo:  “A América Latina já tem séculos e tem sido uma Igreja que tem crescido com personalidade. Toda a América Latina tem tido uma expressão muito forte depois do Concílio II, e eu também senti que é tempo que o continente, na expressão de uma comunidade cristã com uma certa autonomia e profundidade espiritual e teológica, pudesse vir a afirmar-se na Igreja de hoje.”

 

Segundo Luís Sequeira, “esta expressão da Igreja, nova e criativa, é a Igreja dos mais pobres, aqueles que estão em necessidade, com um tipo de vida mais simples.”

 

Nesse sentido, entende o antigo superior dos jesuítas de Macau, explica-se também a “a escolha do nome Francisco, São Francisco de Assis, que foi o santo que fez uma revolução em termos da Igreja no século XIII, e que, acredito, poderá trazer algo de novo e transformador à Igreja, necessário em termos de ter uma voz e um impacto mais profundo na transformação da humanidade.”