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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 11/03/2013

As primeiras páginas dos jornais de Macau destacam a determinação do empresário Sio Tak Hong, em avançar com o projecto de apartamentos com 30 metros, em Coloane. Os diários em língua portuguesa assinalam ainda a morte do arquitecto Manuel Vicente. Em Hong Kong, os matutinos realçam a reforma do Governo chinês e ainda o regresso do activista de Hong Kong, que tinha sido detido e agredido pelas autoridades chinesas, em Pequim.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio avança com a possibilidade de ser aberto, ainda este mês, um novo ciclo de candidaturas à habitação económica. No jornal, está em destaque o vice-presidente do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública, que sublinha ser “preciso divulgar melhor as condições da candidatura”. Na primeira página, o Va Kio noticia ainda que quatro pessoas foram detidas pela polícia judiciária por suspeita de sequestro.

 

O Ou Mun destaca as mudanças na administração chinesa. O Governo Central vai estabelecer uma divisão de drogas e alimentos, com o propósito de reforçar a protecção da segurança alimentar. O jornal aproveita para realçar que têm sido detectados “muitos alimentos nocivos e venenosos, na China”, por falta de controlo e fiscalização efectiva pelas autoridades. Ao diário, o subdirector do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM e os delegados de Macau à Assembleia Popular Nacional dizem que a nova divisão pode esclarecer responsabilidades e, assim, elevar a eficiência.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi avança, nesta manhã informativa, que dia 15 de Setembro são as eleições para a Assembleia Legislativa. A data é marcada num despacho assinado pelo Chefe do Executivo em Boletim Oficial. O canal chinês da Rádio destaca ainda Chan Meng Kam. O deputado critica os Serviços para os Assuntos de Tráfego que acusa de “fazerem conjecturas à toa” acerca das opiniões dos residentes sobre o aumento dos preços dos autocarros públicos.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Hoje Macau dedica quase toda a primeira página a uma fotografia de Manuel Vicente com o título “adeus mestre”. Ainda numa das chamadas, o jornal faz referência uma entrevista a Joey Lao – o economista diz que “Governo não é Deus e está limitado”. Outra chamada é feita com o futuro Conselho do Património, com o diário a referir que “deputados pedem utilidade”.

 

Maria Antónia Espadinha está em destaque no Jornal Tribuna de Macau. Da entrevista à académica, o matutino destaca a frase: “trabalhar pelo português sem esconder o jogo”. Ao lado, é publicada uma fotografia mais pequena de Manuel Vicente, com a legenda a dizer “último adeus ao ‘arquitecto de Macau’”. Noutros títulos lê-se também “festival literário arrancou forte” e “ministério dos comboios fora dos trilhos na China”.

 

O Ponto Final escreve, no título principal, “só o Governo é que pode destruir?” – a pergunta é de Siu Tak Hong, confirmando que pretende construir em Coloane 2000 apartamentos, em prédios de 20 a 30 andares, no terreno onde foram encontrados vestígios de um fortim português. Na primeira, referência ainda à morte do arquitecto Manuel Vicente. No principal destaque fotográfico, o diário foca a inauguração da segunda edição do Festival Literário Rota das Letras.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O empresário Sio Tak Hong também faz a manchete do Business Daily. O diário económico escreve “promotor determinado a construir em Coloane 100 metros mais torre”. O presidente da Estate Ltd, empresa listada na bolsa de Hong Kong, e também dono do Hotel Fortuna diz estar “determinado” a avançar com o projecto residencial que vai ter entre 20 a 30 andares. Na primeira está ainda Ng Kuok Cheong. O deputado da Novo Macau afirma que “apenas o sufrágio universal vai mudar a forma de distribuição dos terrenos”.  

 

Destacando a Assembleia Popular Nacional, o Macau Daily Times escreve que “líderes têm como alvo o ministério dos caminhos-de-ferro”. Noutro título, o matutino realça a inauguração do segundo festival literário. Ainda na primeira, o Times dá conta de que um “comprador de alto nível defende que a comercialização de notas comemorativas é legal”.

 

Um tema destacado também no Macau Post Daily que escreve que a polícia deportou 107 cidadãos chineses por compra de notas dos bancos locais. Já, na manchete, o Post foca o Governo que “diz ser muito cedo para acabar com esquema de prioridade na compra de leite em pó”. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura revelou que o plano provisório de apoio às mães e bebés vai manter-se por algum tempo.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post diz que o “ministério dos caminhos-de-ferro vai ser dissolvido com reforma” da máquina governativa chinesa. O jornal sublinha que as mudanças para simplificar o Governo incluem propostas ainda “mais radicais”, como a criação dos superministérios da energia e da cultura. Noutro título o matutino escreve “activista problemático de Hong Kong foi mandado para casa”. Depois de ser expulso de Pequim, o dissidente afirmou numa entrevista ter sido libertado porque “não fez nada de errado”.

 

A reforma da Administração chinesa também faz a manchete do China Daily, lendo-se “menos é mais para o Governo”. A reestruturação prevê “a fusão de ministérios e institutos”, com o objectivo de “melhorar a eficiência e desburocratizar”.

 

Já o Standard realça a “expulsão” de Pequim do activista de Hong Kong. O diário acompanhou a chegada do dissidente ao território vizinho, depois de ter sido detido e agredido pelas autoridades chinesas. Na fotografia, Yang Kuang mostra a fita amarela que tencionava dar a Liu Xia, a esposa do prémio nobel da paz, Liu Xiaobo, que continua preso na China.