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A China está a mudar, dizem delegados de Macau à CCPPC
Segunda, 04/03/2013

Os delegados de Macau à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) acreditam que a China está a viver um novo ciclo. A ideia é partilhada tanto por Lawrence Ho e David Chow – que participam este ano pela primeira vez na reunião magna do órgão consultivo em Pequim – como por Leonel Alves, que cumpre agora o segundo mandato na CCPPC.

 

O também deputado à Assembleia Legislativa explica que já se sente a mudança em Pequim. “Há um discurso de maior ligação com a sociedade civil, fala-se da intensificação do diálogo, com pessoas, com partidos vários que existem na China. Creio que é o transparecer da política ao mais alto nível, de haver alguma mudança”, observa. “Aquilo que se nota mais é a parcimónia nos gastos, que já se reflecte no dia-a-dia. Existe um sentimento da necessidade de alguma reforma na sociedade da China.”

 

Para o empresário David Chow, esta deslocação à capital é uma novidade. Apesar de se estrear como representante de Macau na CCPPC, o empresário já definiu uma prioridade: a lusofonia.

 

"Para os novos membros, o primeiro ano é ver, observar, para aprender mais e ganhar mais experiência, mas mesmo no discurso viu-se que há muitas formas de apoiar o princípio ‘um país dois sistemas’. Parece-me que, enquanto membro da CCPPC, trata-se da China e Macau é China, portanto tudo o que tenha que ver com o estatuto da China tem o apoio de Macau. Macau pode apoiar especialmente na plataforma lusófona, da plataforma da língua portuguesa. Penso que a China quer fazer mais”, diz, salientando o papel que desempenhou na ligação a Cabo Verde.

 

Já Lawrence Ho, o presidente da operadora de jogo Melco Crown, espera poder contribuir com a visão de quem passou grande parte da vida no estrangeiro. “É uma honra ser convidado. Estou a substituir o meu pai na posição que tinha. Ele ensinou-me muito bem ao longo dos anos que o sucesso de Macau depende da China, que somos chineses e é muito importante retribuir à China. Ter a oportunidade de ver uma plataforma como a que vi hoje é uma experiência única”, diz. “Espero poder contribuir nas áreas do turismo e da cultura. Acho que tenho outras perspectivas, tendo vivido tantos anos no estrangeiro. A China é uma superpotência e espero conseguir dar a minha contribuição no futuro."