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Beltrão Coelho defende fundo para editoras
Sábado, 02/03/2013

Falta uma grande obra sobre a história de Macau, um trabalho que devia contar com o envolvimento da Administração, defende o editor Rogério Beltrão Coelho. “Deveria ser uma obra de grande fôlego e uma obra em que a própria Administração se empenhasse. Devia ser uma história de Macau exaustiva”, vinca. “Há muito tempo que faz falta uma história de Macau e impunha-se que se fizesse.”

 

O editor, convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista, considera também que o território tinha a ganhar com um prémio literário. “Macau não tem, ao nível institucional ou a outro nível, um prémio literário. Houve, nos anos 80, o prémio Gonzaga Gomes, ainda no tempo de Jorge Morbey [enquanto presidente do Instituto Cultural], mas o presidente que lhe sucedeu decidiu acabar com isso”, refere. O editor entende que seria também uma mais-valia a atribuição de bolsas a escritores, à semelhança do que se faz em Portugal.

 

“Há a necessidade de promover o livro e a leitura, nas escolas, nas universidades, e sobretudo criar – parece-me que seria útil – um fundo para edição, quer para edições portuguesas, quer para edições em língua chinesa, em que anualmente as editoras a funcionar em Macau se candidatassem, apresentassem propostas de edição suportadas por esse fundo”, defende também.

 

Rogério Beltrão Coelho diz ainda que o Instituto Cultural só deve editar livros em situações especiais – deve ser dada margem de manobra às editoras para lançarem trabalhos. O editor é o convidado desta semana do Rádio Macau Entrevista, um programa que já está disponível neste site.