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Beltrão Coelho: Lusofonia é o mercado dos livros de Macau
Sábado, 02/03/2013

É preciso que haja pelo menos 500 leitores para que seja viável editar livros em Macau. O número é deixado pelo editor Rogério Beltrão Coelho, convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista. “Julgo que a partir do momento em que haja 500 leitores fixos, qualquer edição se pode fazer em Macau. Agora, isso demora muito tempo a construir”, aponta. Com 500 leitores, explica, as despesas da publicação ficam pagas e cria-se uma “oportunidade para novas edições e novos títulos”.

 

Entrevistado pelo jornalista Gilberto Lopes, Rogério Beltrão Coelho explica que é difícil vender mais de cem cópias de um livro em Macau. Por isso, a aposta deve ser o mercado lusófono. “O mercado para o livro de Macau não é Macau. Obviamente que o que se fizer em Macau tem de se dar a conhecer em Macau, mas o mercado potencial será Portugal e os países de língua portuguesa”, sublinha.

 

O editor destaca que, para se chegar ao mercado da lusofonia, são necessárias acções de promoção, à semelhança do que acontece com qualquer outro produto, algo que “não tem sido feito”. “Inclusive na área académica, há imensos estudos publicados sobre Macau – quer trabalhos resultantes de teses académicas, quer artigos publicados em revistas culturais editadas pelas câmaras, que são desconhecidos do grande público”, diz. 

 

Rogério Beltrão Coelho é o convidado desta semana do Rádio Macau Entrevista, que já está disponível neste site.