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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 28/01/2013

Os jornais locais chegaram hoje às bancas com manchetes variadas. Os diários portugueses focam a questão do acesso à advocacia e os chineses destacam o preço dos imóveis e a distribuição de panfletos pornográficos. Em Hong Kong, os matutinos dão ênfase ao plano de comércio livre para Xangai e ao repatriamento de fugitivos da China.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio escreve em manchete que “estão a ser ignoradas as oito medidas de combate à especulação imobiliária no arrendamento de lojas”. O imposto de selo especial passou a aplicar-se também aos estabelecimentos comerciais, escritórios e lugares de estacionamento, mas, sublinha o jornal, “o preço de aquisição e arrendamento das lojas continua a subir”. O Va Kio lembra ainda que hoje tem início o plano provisório do Governo de apoio às mães e aos bebés. Na primeira página, referência também a mais um caso de alegado fogo posto a um automóvel, com as autoridades a anunciarem que um suspeito foi localizado na Rua da Penha.

 

O Ou Mun destaca os panfletos pornográficos que “invadiram” o território e que “afectaram bastante” a imagem de Macau como cidade turística. Alguns profissionais do sector jurídico aconselham mesmo o Governo a criar uma lei de combate à propagação deste tipo de panfletos. Na primeira, o diário escreve também que o programa de recolha selectiva de materiais recicláveis, promovido pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, “tem efeitos bastante positivos”.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi destaca, nesta manhã informativa, o deputado Chan Meng Kam que interpela o Governo sobre a gestão do trânsito. Chan questiona se o grande número de barreiras de plástico na estrada não é um indicador de “falta de um planeamento a longo-prazo”. Nos noticiários, o canal chinês da Rádio Macau refere também que foi aprovado o Regulamento de Utilização e Exploração de dois auto-silos, nos edifícios de habitação económica Koi Nga e Cheng Chong.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

A manchete do Hoje Macau diz “minoria sem expressão” – “grupo de advogados quer Assembleia-Geral e Paulino Comandante responde à letra”. A questão continua a mesma: “o acesso à profissão e os repetidos chumbos no exame de admissão”. Os jornais em língua chinesa dão conta de 24 causídicos que se queixam do regulamento ter sido alterado “sem lhes terem dado qualquer cavaco”. O vice-presidente da Associação dos Advogados está “triste” com o facto de o assunto “ter caído na praça pública”. Ainda em destaque está a Universidade de Ciência e Tecnologia que é acusada de “agir de modo ilegal” no aumento das propinas.

 

O Ponto Final também coloca os advogados em grande plano. “Advogados autónomos”, escreve o jornal, a propósito da direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça ter afastado a hipótese de ser o Governo a rever as condições de acesso à advocacia. Numa resposta ao deputado Ung Choi Kun, o director André Cheong afirma que os estudantes de direito da MUST “usufruem dos mesmos direitos” de todos os outros, mas ressalva que a entidade competente é a Associação dos Advogados. O destaque fotográfico diz “PME a crédito” – os empréstimos por parte dos pequenos empresários “dominaram” o crédito pessoal cedido pela banca nos primeiros dez meses de 2012.

 

O Jornal Tribuna de Macau escreve no título principal “trabalhadores não residentes tratados ‘sem dignidade’”. A afirmação é de Rosa Viloria, a porta-voz da rede para a defesa dos direitos dos migrantes, em entrevista ao JTM. Numa das chamadas de capa lê-se “atingidos níveis preocupantes na RAEM com riscos para a saúde” e noutra está a crítica do presidente do Sporting de Macau que diz que “futebol do território ‘está inflacionado’”. Na primeira página, o diário sublinha ainda a tentativa da Sociedade Ecológica de juntar 500 assinaturas para “salvar mangal da Taipa”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

A manchete do Business Daily diz “Okada de olho no negócio do terreno da Wynn no COTAI”. O jornal dá conta de um novo processo apresentado pelo empresário japonês nos Estados Unidos para que não seja afastado da operadora. O processo visa também pedir uma avaliação do pagamento de 50 milhões de dólares americanos da Wynn a terceiros de forma a garantir parte da terra para onde tem planeado um resort no COTAI. Noutro título, o económico escreve “resultados das próximas eleições são previsíveis” - Eilo Yu diz que a população não deve esperar grandes mudanças na forma como a cidade é governada, depois das eleições legislativas previstas para a segunda metade deste ano. O académico da universidade de Macau dá uma nota modesta ao desempenho do hemiciclo, alegando que os deputados nem sempre fizeram o suficiente para responsabilizar o Governo perante os cidadãos.

 

“Registo prioritário para a compra de leite em pó começa hoje” é a manchete do Macau Post Daily. O jornal esclarece que o plano do Governo tem como alvo as famílias com bebés até um ano de idade, portadores do bilhete de identidade de residente de Macau. Em destaque ainda os “245 mortos num incêndio numa discoteca no sul do Brasil”. O caso aconteceu na cidade de Santa Maria, pouco depois das duas da manhã (hora do Brasil) e calcula-se que na origem do fogo estiveram os efeitos pirotécnicos usados pela banda que actuava no local.

 

O Macau Daily Times também fala de incêndios e de leite em pó. A manchete do diário dá conta dos 38.524 casos tratados pelos bombeiros da RAEM no ano passado. Em destaque está ainda o “plano provisório de apoio às mães e bebés”, lendo-se “fornecimento local de leite em pó garantido depois da entrada em cena do Chefe do Executivo”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post diz em manchete que “foi revelado plano de comércio livre para a zona de Xangai”. O jornal sublinha que os primeiros passos vão ser dados ainda este ano no sentido de tornar Xangai no maior centro de comércio internacional. As autoridades anunciaram que primeiro será feita a “melhoria e expansão” das zonas aduaneiras da cidade. Alguns analistas prevêem que Hong Kong pode, com este plano, vir a enfrentar “sérios problemas” de concorrência. Ainda na primeira, referência ao incêndio numa discoteca no Brasil que deixou “pelo menos 232 vítimas mortais”.

 

A fotografia do China Daily destaca as despedidas na estação de comboios de Pequim. É previsto o “regresso de milhões de pessoas nos próximos dias” às terras-mães por causa das festividades do Ano Novo Chinês. Em manchete o matutino diz que “polícia tem fugitivos na mira” - as autoridades anunciaram que mais de 800 fugitivos foram repatriados nos últimos oito anos. Mas, apesar do “sucesso” no repatriamento, “muitos continuam ainda no estrangeiro”, destaca o jornal.

 

O Standard diz que o Governo de Hong Kong vai, em breve, tomar medidas para aumentar a proporção de parcelas nos terrenos de construção. As novas políticas visam fazer crescer a oferta de casas a curto-prazo.