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Há cada vez mais cura para o cancro, diz Sobrinho Simões
Sábado, 26/01/2013

O cancro mata cada vez mais pessoas, mas também há hoje mais cura para a chamada doença do século XX. “Começamos a ter muitas pessoas que têm dois e três cancros, o que é impressionante. Tenho doentes que já tiveram três cancros e que sobreviveram”, explica Manuel Sobrinho Simões. O director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto diz ainda que, quando um doente sobrevive a um cancro, maiores são as possibilidades de vir a sofrer de um segundo.

 

Convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista, o especialista diz, acerca da importância da prevenção, que é importante as pessoas estarem atentas a antecedentes genéticos. “Uma pessoa que tem o pai e o avô com um cancro da próstata corre um risco de ter este tipo de cancro que oitenta vezes o da população geral”, exemplifica. No caso do cancro da tiróide, refere, o risco nas mulheres com história familiar da doença dispara para 300 vezes o risco do resto da população. “Nestes dois exemplos, não sabemos qual é o gene, mas sabemos que é genético. No cancro da mama e no cancro do intestino, a gente já sabe qual é o gene – já se pode ir procurar”, diz.

 

O professor de Medicina diz não saber que vai haver um dia uma cura para o cancro. “O que tenho a certeza é que vai haver cada vez mais pessoas a sobreviverem com cancro. Não quer dizer que estejam curadas mas têm a doença controlada.”