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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (segunda-feira)
Segunda, 21/01/2013

Hoje, os jornais de Macau em língua chinesa destacam a detenção de dois suspeitos num esquema de roubo de códigos de segurança de cartões multibanco; já os jornais de Macau em língua portuguesa salientam a escassez de leite em pó para crianças, enquanto em Hong Kong, a possibilidade de novos impostos sobre o imobiliário e os preparativos para o Ano Novo Chinês fazem as parangonas.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

Na primeira página do Va Kio domina a notícia de que a polícia deteve dois homens suspeitos de roubar códigos de segurança de cartões de multibanco usados nas máquinas da Avenida de Horta e Costa. O esquema recorria a dispositivos magnéticos.

 

Também em destaque, o fórum organizado pelo Centro da Política da Sabedoria Colectiva, onde se discutiu “o difícil acesso a consultas médicas nocturnas”.

 

Os temas que estão em foco na primeira página do jornal Va Kio saltam também para a primeira do jornal Ou Mun: a detenção de dois homens suspeitos de roubar códigos de seguranças de cartões multibanco, e, ainda, a notícia de um fórum onde foi sugerida a cooperação entre o Governo e os médicos privados, no sentido de que a adjudicação de serviços externos possa atenuar a pressão do hospital público e, assim, facilitar o acesso a consultas nocturnas.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A notícia que marca esta manhã informativa da Ou Mun Tin Toi dá conta de que o deputado Chan Meng Kam pede, em interpelação escrita ao Governo, medidas que permitam ajudar a população a aliviar a pressão da inflação.

 

Outra notícia em destaque: de acordo com despacho do Chefe do Executivo, publicado hoje em Boletim Oficial, foi alterado o Regulamento do Plano Provisório de Apoio Financeiro para Reparação das Instalações Comuns de Edifícios Baixos – foi prorrogado, por mais um ano, o prazo de apresentação de candidaturas.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Ponto Final destaca na edição de hoje “A saga do leite em pó”. Escreve o jornal que “é cada vez mais difícil encontrar uma lata de leite em pó em Macau. Os pais com crianças em idade de aleitamento queixam-se das farmácias e dos supermercados; estes apontam o dedo aos fornecedores... Depois da denúncia feita por Kwan Tsui Hang na Assembleia Legislativa, Pereira Coutinho lança a suspeita de açambarcamento para forçar a subida dos preços.”

 

No outro grande destaque do número de hoje, o Ponto Final entrevista Sobrinho Simões, “um dos grandes nomes mundiais na patologia do cancro”. “Não vale a pena competir com Hong Kong”, diz o especialista no título. “Sobrinho Simões elogia o hospital universitário da MUST, mas sugere que Macau aposte na oferta de pósgraduações em diferentes disciplinas médicas e de enfermagem. Quanto a cursos de medicina, sustenta, “não vale a pena competir com Hong Kong”.

 

É também uma entrevista que faz as honras de manchete no Jornal Tribuna de Macau: “Área dos transportes precisa de novas ‘infra-estruturas’ e mais ‘regulamentação’”, é o que defende Cedric Rigaud, o director-greal da Reolian, uma das três operadoras de serviço público de autocarros.

 

Outros dois títulos da actualidade local em foco: “Várias críticas ao IACM em sessão de esclarecimento do projecto para Lago Sai Van”, e “Instituto do Porto quer colaborar com Macau para aperfeiçoar diagnóstico de doenças”.

 

“Acesso prioritário precisa-se”, escreve o jornal Hoje Macau na manchete a propósito da notícia de que “o leite em pó escasseia para os pais de Macau”. “Turistas vindos da China continental, desconfiando da qualidade do leito em pó aqui ao lado e atraídos pelo preço do produto na RAEM, acabam por levar carregamentos na hora em que deixam o território”.

 

Na primeira página do Hoje Macau, há ainda espaço para destacar, sobre a lei do património, que “Governo explica ao pormenor a sua estratégia à Unesco”, e também que, sobre construções ilegais, “Arquitectos pedem inspecções obrigatórias às habitações”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Daily Times destaca na manchete que “Associação de Psicologia vai abrir linha de 24 horas anti-suicídio”. O outro grande tema em destaque refere-se à estreia na China do último filme da saga James Bond: “Skyfall censurado, cena sobre Macau com diálogo alterado”.

 

O Business Daily informa na manchete que a Autoridade Monetária está a preparar o estabelecimento de um sistema automático de transferência de patacas, que vai “ajudar a melhorar a supervisão dos riscos bancários transfronteiriços.”

 

Na primeira deste jornal económico está, ainda, a “escassez de leite em pó” devido às compras dos visitantes.

 

“Gabinete da União Europeia promove a Europa como um destino para educação”, é o título principal da edição de hoje do Macau Post Daily Independent, que tem declarações de Vincent Picket, chefe do gabinete que representa a UE em Macau.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post informa no título principal que o Chefe do Executivo C Y Leung fez avisos sobre a possibilidade de taxar apartamentos novos não vendidos – é uma espécie de taxa de desocupação para combater a acumulação de propriedades e a especulação, explica o jornal.

 

Ao lado desta notícia, uma fotografia de Barack Obama a prestar juramento enquanto toma posse para um segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. Uma tomada de posse, diz o South China, “mais discreta” que a anterior, há 4 anos.

 

Noutro título que nos chega de Hong Kong, o jornal The Standard, a primeira página é dominada pelo maior movimento migratório do mundo: o êxodo que acontece por alturas do Ano Novo Chinês. Hoje, o Standard fala numa “corrida louca” a propósito da venda de bilhetes de comboio - todos os bilhetes postos à venda mais cedo na estação de Guangzhou esgotaram nas primeiras horas, excepto os bilhetes das viagens para Wuhan.

 

Finalmente, o China Daily, o jornal oficial chinês em língua inglesa, destaca na manchete que “Está no horizonte um aumento da inflação”. É a previsão de um “think thank” do governo chinês:  o crescimentro do Produto Interno Bruto vai manter-se, mas os preços podem subir em 2013, ainda que de forma moderada.