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Fernando Gomes: Hospital público pode entrar em ruptura
Sábado, 19/01/2013

A saúde em Macau continua doente e o hospital pode entrar em ruptura, alerta o médico Fernando Gomes. “Penso que o [novo] hospital ja devia existir ontem, mas agora só daqui a sete anos. Vamos entrar em ruptura iminente.”

 

O profissional de saúde não tem dúvidas sobre a possibilidade de haver uma ruptura no hospital público. “O hospital fornece um bom serviço a quem tem acesso a ele. O problema é que não temos espaço físico para ter mais pessoas – tanto doentes, como pessoal para trabalhar”, diz. “Agora vamos ter o novo serviço de urgência, irá resolver alguns problemas, mas não o problema essencial.” Fernando Gomes é da opinião de que o novo serviço “vai ser um sorvedouro de muitos recursos”.  

 

A saúde “continua doente”, acrescenta o médico. “Já saiu dos cuidados intensivos mas se houver um pequeno descuido pode voltar para lá.”

 

Convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista, Fernando Gomes mostra-se desiludido com o rumo que o território está a trilhar. “Macau é uma cidade de jogo, de orgia de jogo. É só jogo, nada mais. Não é uma cidade virada para a vertente cultural”, afirma.

 

O presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas não hesita em dizer que a qualidade de vida em Macau é hoje pior: “A qualidade de vida é boa para quem tem mais de 35, 40 anos. Entraram no mercado de trabalho e que tiveram o seu pé-de-meia, compraram a sua casa. Agora, a juventude pode ser licenciada, diferenciada, mas tem uma qualidade de vida muito pior do que a que tínhamos há 20 anos.”

 

Para o médico, é ainda “notório” que o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior. “Penso que Macau, neste momento, deve ser o território ter mais Bentley, Rolls-Royce, Lamborghini por quilómetros quadrado”, constata.

 

A entrevista a Fernando Gomes pode ser ouvida neste site.