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Fernando Gomes está descontente com Chui Sai On
Sábado, 19/01/2013

 

O presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas diz estar desiludido com a actuação do actual Chefe do Executivo, bem como o trabalho levado a cabo por Edmund Ho, antecessor de Chui Sai On.

 

“Temos condições soberbas para resolver os problemas da população, seja ao nível social – essencialmente da habitação –, ao nível da saúde, escolar, de uma série de coisas... Ao nível político, que é importante”, analisa Fernando Gomes. “Este Governo já devia ser um Governo com coragem para tentar criar umas certas raízes de intervenção cívica. Em Macau não há política. Já que não são autorizados os partidos políticos, deveria ser motivada a criação de instituições ou associações de formação cívica, para que a juventude se comece a debruçar sobre os problemas, e tenha capacidade de intervenção e de discussão – é uma capacidade que tem de ser motivada”, sustenta. “Não vejo isso – estamos, no fundo, a voltar para trás. Avança-se três passos e recua-se outros dois.”

 

Instado a comentar o trabalho de Chui Sai On, o convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista dá 4,5 pontos ao Chefe do Executivo numa escala de zero a 10. “Penso que precisa de trabalhar muito e tem de ir à oral. Merece 4,5”, afirma, acrescentando que o actual Governo “já devia ter sido remodelado”.

 

Para Fernando Gomes, “as pessoas que assumem caros políticos devem ter a coragem de sair dos lugares que ocupam, porque a dinâmica perde-se, a dinâmica dilui-se, ninguém deve cumprir mais de dois mandatos”. Recorde-se que, à excepção de Lau Si Io (que entrou para o Governo em 2007) e de Cheong U (responsável pela tutela dos Assuntos Sociais e Cultura desde 2009), os restantes secretários estão no Governo desde Dezembro de 1999.

 

Na entrevista à Rádio, Fernando Gomes desvalorizou as viagens de membros da comunidade macaense a Pequim. “As pessoas vão mudas e voltam caladas. Tirando umas fotografias que às vezes vejo nos jornais, não sei o que foram lá falar, o que foram lá fazer”, aponta, dizendo que nunca foi convidado para estas deslocações de cariz político.

 

Questionado sobre se devia ter integrado algum destes grupos, o presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas explica que nunca se fez convidado para nada. “As pessoas convidam-me se acham que sou útil. Se acham que ainda não sou suficientemente útil, não gosto de me imiscuir na lista dos convidados – as pessoas é que sabem.”

 

A entrevista a Fernando Gomes pode ser ouvida neste site.