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Fernando Gomes não foi convidado para número 2 de Coutinho
Sexta, 18/01/2013

 

O médico Fernando Gomes considera que não faz sentido uma lista de matriz macaense às eleições legislativas deste ano. “Não há razão de ser. Já disse que isto é um suicídio. Esperemos que desta vez haja consciência e até bom senso de não se enveredar por este caminho”, defende. “É um bocadinho vergonhoso estarmos a ir para eleições e sairmos de lá com 700 ou 800 votos, é um acto de vergonha – eu teria vergonha”, diz o presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas (CPCP).

 

Convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista, Fernando Gomes explica que não admite neste momento a possibilidade de ser o número dois de José Pereira Coutinho nas legislativas de 2013 porque não foi convidado para tal. “Para estar disponível é preciso ser convidado. Aliás, nunca pensei no assunto – se não fui convidado, não penso.”

 

Gomes garante que não se imiscui nas opções políticas da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau e que só pensa em cenários quando as possibilidades se colocam. “Não penso nas coisas que não sei. Aliás, na altura, quando foi das eleições do Conselho das Comunidades, só pensei quando fui convidado”, refere, assegurando nunca ter colocado a possibilidade de chegar ao lugar que ocupa.

 

Apesar de não se ter colocado a possibilidade de ser candidato, o presidente do CPCP vinca que não se trata de um assunto tabu e que, se for convidado, pensará no assunto – apesar de achar que já será talvez demasiado tarde.

 

Quanto a outros membros da comunidade que já mostraram interesse em se candidatarem, como é o caso de Luís Pedruco, Fernando Gomes conta que, se for necessária a sua assinatura, subscreverá a lista do ainda eventual candidato. “Não quer dizer que o apoie – são coisas diferentes. O meu apoio, disso não há dúvidas, é a Pereira Coutinho, porque já são anos de relacionamento e, de facto, tem feito um trabalho excelente”, esclarece.

 

No que toca a Francisco Manhão, que já manifestou vontade de concorrer pelo sufrágio indirecto, o médico considera que seria “uma mais-valia para a comunidade portuguesa de Macau”. Fernando Gomes diz esperar que Manhão consiga reunir os apoios necessários para ser eleito e garante que, se participasse no sufrágio indirecto, votaria no presidente da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau.