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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (sexta-feira)
Sexta, 18/01/2013

Várias notícias hoje em destaque na imprensa do território: pedidos de lei mais ágil para gestão dos condomínios, por parte dos “kai fong”, apelos a melhores políticas de trânsito, previsões de subida de preço no sector imobiliário, discussão da lei do património, entre outros temas. Nos jornais de Hong Kong, as linhas de acção governativa continuam a fazer manchetes.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O jornal Va Kio tem em destaque a União Geral das Associações dos Moradores, que recebeu mais de mil queixas relativas a serviços e despesas de condomínios. Os “kai fong” pedem alterações à lei para uma melhorar a gestão dos edifícios.

 

Outro tema em foco é a segunda sessão de esclarecimento aberta ao público sobre o Projecto do Complexo Turístico da Praça do Lago Sai Van – acontece no domingo, no Centro Cultural de Macau.

 

Espaço, ainda, para os trabalhos da 3º Comissão Permanente da Assembleia Legislativa que vai tentar  concluir a discussão da “lei de património” dentro da actual sessão legislativa, e também para um caso de polícia: uma mulher, gerente de uma agência imobiliária, foi detida por suspeita de burla avaliada em 3 milhões de patacas.

 

O Ou Mun destaca hoje o trânsito nas ilhas. Há várias obras nas estradas da Taipa e, por isso, o jornal previne os leitores para que “tenham cautela com as armadilhas”. Sobre esta matéria, o Ou Mun informa que o Conselho Consultivo do Trânsito propõe ao Governo a optimização das infra-estruturas de trânsito com o objectivo de intensificar a sensibilidade para as questões da segurança, e também a introdução de um sistema de pontos nas cartas dos condutores, que serão deduzidos na medida das infracções.

 

O jornal cita ainda Tong Chak Sam, presidente da Associação Geral dos Empregados do Ramo de Transporte de Macau, a dizer que a qulidade das estradas de Macau, sobretudo nas ilhas, é má, e a defender que os autocarros de maior dimensão não devem circular nos bairros antigos.

 

Cana chinês da Rádio Macau

 

Na Ou Mun Tin Toi, a notícia em destaque sobre a actualidade local refere-se à cerimónia de abertura da Feira de Produtos Famosos de Macau-Guangzhou 2013, em Guangzhou, hoje.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Viver em hotel é que está a dar”, lê-se na manchete do jornal Hoje Macau. “Viver num hotel durante 20 anos pode ser uma alternativa à compra de uma casa que custe 10 milhões de patacas.” A comparação é feita por um economista que analisa o mercado imobiliário de Macau – o deputado Pereira Coutinho e o economista Albano Martins comentam.

 

Noutros títulos desta primeira página, o Hoje Macau informa, a propósito da lei do património, que “Deputados podem não tem tempo de acabar análise”, e, ainda, que “Gabriel Tong defende uso da língua portuguesa na legislação”.

 

O Jornal Tribuna de Macau destaca no título principal que “Deputados prometem acelerar análise da Lei do Património” – “Comissão quer discutir com Cheong U todos os artigos da proposta”.

 

Outros temas em foco: “Contribuição igual para Fundo de Segurança Social de patrões e trabalhadores é ‘inaceitável’, dizem Operários”; “Luís Pinto anda a viajar pelo mundo há seis meses à boleia e parou em Macau”.

 

No Ponto Final, a primeira página é dominada pela notícia de que “o relatório de Macau sobre a preservação do património já está em Pequim – seguindo depois para a UNESCO.” O jornal acrescenta que “o Instituto Cultural elaborou uma ‘exposição detalhada’ dos cuidados que toma e de novas medidas de protecção. Mas a lista dos edifícios classificados não está completa e a lei de salvaguarda continua atrasada. O principal problema prende-se com as expropriações.”

As questões relacionadas com o sector imobiliário levaram a redacção do "O Clarim" a escolher o inquilino como a figura de 2012 na Região Administrativa Especial de Macau.  "O Clarim" destaca ainda que a Orquestra de Macau vai fazer quatro concertos em três meses e que o deputado Pereira Coutinho questionou o Governo sobre a proliferação de fotógrafos ilegais.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Post Daily Independent faz a manchete com as previsões da consultora imobiliária Jones Lang LaSalle: preços da habitação vão aumentar 15 por cento este ano. A empresa avança com a previsão de “forte aumento nos preços” porque a oferta de apartamentos, este ano, vai baixar para cerca de mil.

 

As previsões para o sector imobiliário marcam presença também na primeira página do Macau Daily Times, que, no entanto, faz a manchete com “35 reféns estrangeiros mortos na Argélia”. Nesta edição, há ainda espaço para destaca o título informando que “Associações recolhem 10 mil assinaturas para apoiar o regresso do programa televisivo Fórum Macau”.

 

“Governo mostra as cartas sobre o casino no Studio City”, escreve o Macau Business Daily na manchete desta sexta-feira, a propósito da “revelação”, em resposta a um deputado, por parte da Administração, de que foi aceite introduzir um casino no projecto Macau Studio City depois de um pedido feito em 2006.

 

As previsões da consultora imobiliária Jones Lang LaSalle também merecem um título: “Aprovações complexas limitam oferta de imóveis”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post destaca na manchete os planos do governo do território vizinho para as zonas ribeirinhas de Kai Tak e Tsim Sha Tsui. De acordo com as linhas de acção governativa, os planos passam por uma revitalização urbana que começa a ser levada a cabo a partir de Junho. O objectivo é tornar as zonas próximas da água mais acessíveis e com oferta variada de actividades de lazer.

As linhas de acção governativa de Hong Kong, apresentadas esta semana, também estão em foco na edição de hoje do jornal The Standard, que opta por salientar “A janela aberta para a importação de trabalhadores”, uma medida que beneficia sobretudo, explica o diário, o sectpor da construção.

O China Daily, o jornal oficial chinês em língua inglesa, atribui hoje grande importância à visita do ex-primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, ao memorial de homenagem às vítimas do massacre de Nanjing, durante uma visita de quatro dias à China. O jornal explica que “Hatoyama tem um gesto simbólico, mas Tóquio mantém posição inflexível”. Os registos chineses afirmam que mais de 300 mil pessoas morreram às mãos dos invasores japoneses, num episódio ocorrido em 1937-1938.