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Pedido acordo em processo contra jornalistas do Ponto Final
Quinta, 10/01/2013

O julgamento do processo contra dois jornalistas portugueses do diário Ponto Final foi ontem adiado para permitir um acordo entre as partes, anunciou o tribunal.

 

A queixa-crime de Susana Chou contra os jornalistas Sónia Nunes e Ricardo Pinto, do diário Ponto Final, tem por base artigos publicados em 2007, sobre o escândalo de corrupção que envolveu o antigo secretário das Obras Públicas Ao Man Long. Os dois jornalistas foram constituídos arguidos pelo crime de difamação através de meio de comunicação social.

 

De acordo com a gência Lusa, depois de um primeiro adiamento pedido pela defesa dos dois jornalistas, Susana Chou, que se constituiu como assistente no processo, não compareceu esta quarta-feira no Tribunal Judicial de Base, sendo representada pelo advogado.

 

Em declarações à Lusa, o advogado de defesa, Pedro Redinha, disse que o tribunal tentou promover um entendimento entre ambas as partes sobre o caso, resultado de “uma mera acusação particular”, mas que “não foi possível, de momento, atingir uma plataforma de entendimento que permitisse pôr um ponto final do processo”.

 

“Em primeiro lugar não houve condições para discutir os termos do eventual acordo, porque a assistente, a engenheira Susana Chou, não estava presente”, disse Redinha.

 

“Naturalmente, é muito complexo um acordo, porque preliminarmente os meus clientes entendem que teria de haver uma desistência de queixa”, acrescentou o advogado.

 

O tribunal determinou um prazo de 15 dias para que as partes cheguem a acordo. Se não for possível, o tribunal marcará uma nova sessão do julgamento.