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Autoridade Monetária promete mais aplicações em renminbi
Terça, 08/01/2013

O Governo vai investir mais em renminbi para aumentar a reserva financeira. A promessa foi feita na Assembleia Legislativa pelo presidente da Autoridade Monetária.  No plenário desta tarde, dedicado a interpelações orais, alguns deputados voltaram a insistir em aplicações financeiras menos conservadoras.

 

Chan Chak Mo é um dos deputados que defende aplicações da reserva financeira mais arrojadas. O deputado lembra que há até depósitos bancários “com taxas de juro mais atractivas” do que as aplicações do Governo e sugere à Autoridade Monetária que “recorra à ajuda de gestores financeiros” de renome internacional. O presidente da Autoridade Monetária promete analisar a sugestão, mas sem deixar de salientar que o risco cresce com a ambição. “Podemos aplicar em mercados mais agressivos mas só que o risco também aumenta”, afirmou.

 

Anselmo Teng admite que os actuais pacotes financeiros “são conservadores” mas sublinha que “estão a gerar valores positivos”, tendo “até este ano sido conseguidas  retribuições a uma taxa de 1,5 por cento”.

 

O presidente da Autoridade Monetária é a favor de investimentos menos perigosos e, instado pelos deputados a revelar a estratégia para a gestão da reserva financeira, adiantou que serão feitas mais aplicações da reserva na moeda chinesa, em vez de em dólares norte-americanos. “Vamos tentar [aumentar as retribuições] alargando e acumulando o investimento em renminbi. É que a taxa cambial na moeda chinesa não tem um risco tão elevado e os juros também são melhores, comparando com os dólares de Hong Kong e dos Estados Unidos”, justificou, acrescentando que, no entanto, é preciso não esquecer que mercado da China “tem limitações”, impostas pelo Banco Popular que define um limite máximo de 10 mil milhões de renminbi.

 

Além disso, Anselmo Teng defende ainda as aplicações em pacotes offshore que acredita produzirem “sempre resultados superiores” face às aplicações domésticas. O responsável não quis dizer quanto é, ao certo, o valor da reserva financeira neste momento, explicando que a quantia depende da taxa cambial – já que a reserva está, sobretudo, em dólares norte-americanos - e também da situação dos mercados em que são feitas as aplicações.

 

Em Março do ano passado, a Autoridade Monetária já tinha adquirido metade dos títulos em renminbi autorizados pelo Banco Popular da China. No total, os investimentos tinham rendido mil milhões de patacas aos cofres públicos na primeira metade de 2012.