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Gays de Macau sentem-se discriminados
Terça, 08/01/2013

A maioria dos membros da comunidade homossexual de Macau considera “muito insuficiente” o apoio prestado pelo Governo e instituições sociais. A maior parte sente-se discriminada e pede mudanças na lei. Estas são algumas das conclusões de um inquérito conduzido pelo Grupo de Respeito pelos Direitos dos Homossexuais, através do Facebook, e que contou com a participação de mais de 180 pessoas, a maioria com idades entre os 19 e os 35 anos.

 

Para 68 por cento dos que responderam ao desafio do Grupo, o apoio prestado pelas ONG em Macau é “muito insuficiente”. Um sentimento idêntico têm 76 por cento dos inquiridos quando avaliam o apoio prestado pelas instituições de ensino. Uma percentagem semelhante classifica de “muito insuficiente” o apoio do Governo. Mas problemas não parecem faltar.

 

Mais de um terço dos participantes no estudo – 37 por cento – sentem-se discriminados. Um quinto chegou mesmo a ponderar pôr fim à própria vida.

 

Quase metade dos inquiridos – 45 por cento - contam ter sido alvo de insultos devido à orientação sexual. Oito pessoas foram mesmo vítimas de violência. Outras oito de assédio sexual.

 

O receio marca a maioria dos participantes no estudo: 76 por cento confessam ter mentido para esconder a orientação sexual. Mais de 80 por cento têm medo que a família não os aceite como são. Os problemas estendem-se ao local de trabalho: 28 pessoas assumem ter medo de ser despedidas devido à sua orientação sexual; 11 garantem mesmo que perderam o emprego por causa disso.

 

Os participantes no estudo querem mudanças na lei. Quase todos defendem um diploma contra a discriminação, quase nove em cada dez pedem luz verde ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e 94 por cento querem que a futura proposta de lei sobre a violência doméstica não deixe de fora os casais homossexuais.

 

O inquérito contou com as respostas de um total de 186 pessoas: 110 gays, 31 lésbicas, 29 bissexuais, três transexuais, quatro pessoas com dúvidas sobre a sua própria identidade em termos de género e nove incertas quanto à orientação sexual.