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Governo mantém ideia de não intervir no mercado imobiliário
Segunda, 03/12/2012

Lau Si Io disse, esta tarde na Assembleia Legislativa, que o Governo vai manter a posição de não intervir demasiado no mercado imobiliário, mesmo percebendo que é a falta de oferta que tem levado à subida galopante dos preços dos imóveis. A afirmação do secretário para os Transportes e Obras Públicas é feita num dia em que as finanças anunciaram um novo máximo histórico no preço médio por metro quadrado.

 

O secretário reiterou, perante a insistência dos deputados, a posição do Executivo de não intervir directamente no mercado livre de Macau. "É uma situação de demanda. O Governo tem dificuldade em meter lá a sua mão, por exemplo, através do aumento da oferta para afectar o mercado privado", referiu no primeiro dia de debate das Linhas de Acção Governativa da tutela.

 

Assim sendo, Lau Si Io diz que o grupo de trabalho já está a pensar em novas medidas para serem implementadas “em breve”. As estratégias vão seguir duas linhas, acrescentou o secretário, que são “a repressão das actividades especulativas” e, por outro lado, “a reserva de mais terrenos para quem precisa”.

 

O responsável pela tutela destacou ainda os efeitos positivos das medidas para o arrefecimento do mercado imobiliário, tomadas até agora, como o imposto especial sobre o selo. “Após a implementação do imposto de selo especial sobre a transmissão de bens imóveis destinados à habitação, impediram-se eficazmente as actividades especulativas a curto prazo no mercado imobiliário”, apontou.

 

O deputado Paul Chan Wai Chi discorda e fala mesmo num “total descontrolo do mercado”. “A bolha imobiliária pode afectar todos os habitantes. Esta é uma responsabilidade do Governo e o Chefe do Executivo pede é às pessoas para terem em conta a sua capacidade de compra. Da forma como está o mercado imobiliário, totalmente descontrolado, nem mesmo com oito ou 10 medidas parece haver efeitos notórios. O Sr. secretário tem de pensar mais e de trabalhar mais”.

 

O debate na Assembleia Legislativa, acontece num dia em que o preço médio por metro quadrado atinge um novo máximo histórico. Dados dos Serviços de Finanças indicam que o preço médio por metro quadrado, nas habitações sujeitas a imposto do selo, é agora de 73 mil patacas, numa subida de 16 por centro só entre Setembro e Outubro.