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LAG: Deputados arrasam políticas para habitação
Segunda, 03/12/2012

A habitação pública dominou a primeira parte do debate dos deputados com o secretário para os Transportes e Obras Públicas, no primeiro dia de apresentação sectorial das Linhas de Acção Governativa da tutela para 2013. Os deputados continuam bastante insatisfeitos com as políticas do Governo para a habitação de baixo custo e entendem não ser possível que as 19 mil fracções, prometidas até ao final deste ano, fiquem prontas a tempo.

 

Paul Chan Wai Chi fez contas na sessão plenária, chegando à conclusão de que faltam “mais de 12 mil apartamentos para a meta de 19 mil habitações públicas”. O deputado da Associação Novo Macau destacou ainda o facto de Lau Si Io ter ignorado, no discurso que fez no início da sessão, uma data para a conclusão das 19 mil fracções.

 

Já o tempo do discurso do secretário foi notado por Pereira Coutinho. “25 páginas de discurso e só palavras ocas, inúteis, que estão a desperdiçar o nosso tempo. Mais vale sermos nós a falar”, disse, na sua intervenção.

 

Também Chan Meng Kam afirmou que o Governo só faz promessas, enquanto o número de fracções continua longe do necessário. Chan justifica a situação com a “cultura que se vive no seio da função pública”. “Nos últimos anos, os preços das fracções subiram notoriamente. Depois do caso Ao Man Lon, ficou-se com a ideia de que quanto mais se trabalha, mais erros se comete, pelo que então mais vale a pena não trabalhar”, acusa.

 

Por seu turno, Ng Kuok Cheong afirma que Lau Si Io “está num braço de ferro com o Chefe do Executivo”, porque tem “uma postura menos flexível” do que o próprio Chui Sai On. O também deputado da Novo Macau exigiu mesmo um pedido de desculpas do secretário pelas más decisões que tem tomado. “Tem de assumir as responsabilidades – isto saiu da boca do próprio Chefe do Executivo. Passou a ser notícia nos jornais e não o vejo a vir cá pedir desculpas, tanto ao hemiciclo como à população”.

 

Au Kam San falou igualmente da habitação para dizer que as “rendas elevadas” tornam ainda mais importante a aquisição de casa própria. “Se nao têm casa própria como podem os residentes viver com estabilidade?”, questionou, acrescentando que “é mais que óbvio que as 19 mil fracções não vão ser concluídas” até ao final do ano, só se Lau Si Io “fizer magia”.

 

Os deputados criticam ainda os cálculos da tutela que criaram um excedente de apartamentos económicos com apenas um quarto. Para evitar que a situação se repita, Ho Ion Sang exorta Lau Si Io a cumprir a promessa de encomendar “um estudo sobre a procura”, ainda mais se pretende reabrir, em 2013, o concurso para habitação pública – como anunciou o Chefe do Executivo na apresentação das Linhas de Acção Governativa.