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Seitas em Macau "estão controladas", garante Proença Branco
Domingo, 02/12/2012

As seitas em Macau estão controladas. Quem o diz é o comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU). Em entrevista exclusiva à Rádio Macau, para o programa Paralelo 22, Proença Branco reconhece que "as seitas continuam a existir, mas não há dúvidas de que o crime organizado está controlado em Macau".

 

"[As seitas] existem, mas estão controladas. Têm de estar controladas. Não podem sair da esfera de influência delas. Não podem vir para a luz do dia, como se fazia. Existem aqui, em Taiwan, no Japão, na América, na Europa. Existem em todo o lado. Temos é de controlar. Temos é de fazer o trabalho de casa bem”, afirma Proença Branco.

 

O comandante-geral dos SPU considera que Pan Nga Koi tem de ponderar que tipo de vida quer levar agora que está em liberdade, mas garante que a polícia está preparada para enfrentar qualquer problema. “Tem de se adaptar agora. Não é fácil para um indivíduo, depois de 14 anos, sair e ver esta transformação que Macau levou. [...] A irmã também já está em idade avançada. O irmão também. Portanto, ele tem de ponderar o que é que quer: se quer levar uma vida tranquila, calma, ou se quer agitação. Se quer agitação, estamos cá para enfrentar toda e qualquer situação de instabilidade que ele possa causar”, afirma o comandante-geral dos SPU.

 

Quanto à relação entre Wan Kuok-Koi e Arturo Calderon, detido há dias por suspeita de envolvimento na encomenda de um homicídio, Proença Branco lembra que Pan Nga Koi e Calderon estão de costas voltadas: “Pelo que sabemos, eles já têm relações cortadas há uns cinco anos. Nem o Arturo faz parte da mesma seita. Quando o Arturo saiu, montou um negócio sozinho e pronto, tem outros parceiros, não tem nada a ver com este líder que está para sair.”

 

Quanto ao incidente com Ka Si Vai, Proença Branco duvida de algumas versões que correm: “Estava a andar pelos próprios pés. [...] Não sei onde inventaram essa [versão do corte] dos tendões. Ele está bem, está a tratar de alguma papelada em Hong Kong, isto segundo informações recebidas.”

 

Quanto à investigação sobre a agressão a Ka Si Vai no hotel-casino New Century, o comandante-geral explica que “o caso já foi entregue ao Ministério Público” e está a ser acompanhado pela Polícia Judiciária, mas “ainda não há novidades”. “Não sei dizer o que é que aconteceu mesmo. Agora sobre essa dos tendões, eu próprio olhei para a televisão e ele estava a andar com os próprios pés”, frisa Proença Branco.

 

Declarações de Proença Branco numa entrevista conduzida por Gilberto Lopes, que pode ouvir na íntegra na edição especial do programa Paralelo 22, que transmitimos hoje ao meio-dia. O magazine de informação da Rádio Macau, hoje dedicado à libertação de Wan Kuok-Koi, está também disponível aqui na nossa página da Internet e pode ser novamente ouvido na terça-feira, a partir das 10,30 horas. Ver também notícia Proença Branco: População "não tem que estar ansiosa".