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Ensino do português não deve ser obrigatório, defende Tong
Sábado, 01/12/2012

Gabriel Tong considera que Macau deve reforçar o papel de plataforma entre a China e os países de língua portuguesa. No Rádio Macau Entrevista, o jurista e deputado sublinha que muito tem sido feito, mas entende que pode fazer-se ainda mais.”Não somos apenas uma cidade que cresceu só com o chinês, mas uma mistura de várias culturas, designadamente, a mais influente o português. Com esta tradição e história, podemos e devemos desempenhar um papel mais importante no contacto entre a China e os países de língua oficial portuguesa. Devemos agarrar esta oportunidade para desempenhar bem esse papel, porque [...] a China cresce muito rapidamente na área económica e enquanto nós pudermos desempenhar bem esse papel, o futuro de Macau estará garantido. [E esse papel está a ser bem desempenhado?] Estão sempre a realizar-se muitos projectos, mas devemos também sempre reforçá-lo”.

Quanto ao ensino do português nas escolas privadas do território, Gabriel Tong não tem dúvidas de que é uma mais-valia, uma das componentes da sua identidade, mas entende que o ensino da língua deve ser estimulado e não imposto. “Para Macau ficar com uma identidade especial, com uma cultura, o português é um componente muito importante. Já fui informado por várias vias de que os jovens de Macau estão cada vez mais interessados em aprender português e as escolas primárias e secundárias também têm uma tendência para aumentar o elemento de ensino do português, como uma língua estrangeira. Mas a obrigatoriedade para fazer alguma coisa é sempre muito difícil, porque obrigar uma pessoa a fazer algo é ineficiente em muitos aspectos. Se a pessoa tiver a vontade e o interesse, prefiro utilizar a palavra “estímulo” em vez de “obrigatoriedade”, que parece uma coisa que não é da vontade das pessoas”, considerou no Rádio Macau Entrevista.