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LAG: Deputados denunciam riscos para imagem de Macau
Segunda, 26/11/2012

Os riscos para a imagem de Macau enquanto destino turístico estiveram em destaque esta tarde na Assembleia Legislativa, com vários deputados a questionarem o secretário para a Segurança sobre problemas que, entendem, afectam negativamente a imagem do território junto dos visitantes.

 

O mote foi dado por Ho Sio Kam, que se mostrou indignada com um problema que persiste – a publicidade à prostituição nas ruas. A deputada diz ter recebido “por parte de alguns professores uns folhetos que tenho aqui comigo ligados à prostituição”, prontificando-se a “oferecê-los ao senhor secretário.” De seguida, questionou: “Será que é possível adoptar medidas ou definir planos para combater este fenómeno de prostituição, que está a afectar gravemente a imagem da RAEM?"

 

A distribuição destes panfletos foi também denunciada por outros deputados, como Au Kam San, Chui Sai Peng ou Pereira Coutinho, que acusou as autoridades de inércia nesta matéria. Na resposta, Cheong Kuok Va disse que a polícia quer combater "a origem" deste problema, ou seja, "o proxenetismo".

 

Outro problema que, no entender de Pereira Coutinho e Au Kam San, embaraça a imagem internacional de Macau é a proibição de entrada no território de determinadas pessoas, o que aconteceu, de novo, este mês, com dois residentes de Hong Kong. Sobre esta questão, Cheong Kuok Va foi breve, e defendeu que "a lei de base da segurança interna é um critério aplicado internacionalmente. Qualquer que seja o país, tem a sua própria competência para barrar a entrada de determinada pessoa."

 

Também Chui Sai Peng mostrou preocupação com a imagem turística. O deputado quer saber quantos polícias dominam línguas para poderem responder às solicitações dos turistas estrangeiros. No entenato, de acordo com outro deputado, Mak Soi Kun, há dificuldades de comunicação mesmo quando se trata de uma das línguas oficiais de Macau. E deu um exemplo: "Um português falou comigo e disse-me que pediu ajuda à polícia mas o agente não percebia o que ele estava a dizer. No fim, conseguiu encontrar um polícia que falava português para resolver-lhe o caso. Mas como o português é uma das línguas oficiais de Macau, então por que é que não consegue ajudar os turistas a resolverem a questão da língua portuguesa? Não sei se podem criar um centro de línguas com um funcionamento de 24 horas por dia para tratar esses casos".

 

Sobre esta matéria, Cheong Kuok Va garantiu que "as capacidades inguísticas" são tidas em conta na formação dos agentes das forças de segurança.

 

Ainda no que diz respeito aos problemas na área da segurança que afectam o turismo, o deputado Chan Meng Kam criticou os problemas que persistem nas fronteiras, com as longas filas de espera. O secretário avançou que estão em estudo mais passagens automáticas nas fronteiras do território. De acordo com dados de Cheong Kuok Va, juntamente com os residentes de Macau, os não residentes e residentes de Hong Kong, há cerca de um milhão de utilizadores das passagens automáticas instaladas nos postos fronteiriços do território.