Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

LAG 2013: Deputados criticam meta de 40 milhões de turistas
Sexta, 23/11/2012

Os deputados ficaram assustados com a previsão do secretário para a Economia e Finanças para o aumento de turistas. Francis Tam antevê que os visitantes possam chegar aos 40 milhões, nos próximos anos, com o desenvolvimento da Ilha da Montanha.

 

Ho Ion Sang não vê espaço para uma subida tão significativa, mesmo que 10 milhões visitem, a Ilha da Montanha, em vez de Macau. Por isso, o deputado pediu a Francis Tam antes uma redução do número de turistas, para que possa aumentar a qualidade de vida da população.

 

“Eu se calhar tenho que atirar com um balde de água fria: trouxeram os visitantes e com eles vieram muitos custos sociais de diferentes níveis. Atenuando ou reduzindo o número de visitantes a título individual, nós podemos baixar os preços de consumo e a inflação, e também atenuar o caos do trânsito. Os cidadãos querem que o Sr. Secretário reflicta mais sobre isso”, explicou o deputado pelos Kaifong.

 

Uma opinião partilhada por Ung Choi Kun. Na sua intervenção, na sessão de perguntas e respostas sobre as Linhas de Acção Governativa, o deputado rejeitou a meta do Governo para o número de turistas. “Espero que não venham 40 milhões, porque não sei como podemos acolhê-los”, apontou.

 

Chan Chak Mo também colocou dúvidas à viabilidade deste objectivo anunciado por Francis Tam. “Com tantos turistas como podemos caminhar no Largo do Senado? (...) pessoas como sardinhas em lata, é a isto que se chama turismo e lazer?”, criticou, para defender que se comecem já a “desenvolver trabalhos” para que a Ilha da Montanha possa receber parte desses visitantes.

 

Francis Tam, na resposta, lembrou que a responsabilidade no sector turístico não está apenas nas mãos do Governo local. “São metas que pretendemos atingir através duma cooperação inter-regional. Agora, se conseguiremos ou não atingi-las, vai depender também de esforços, que não são só nossos, porque tudo depende muito duma cooperação entre regiões”.