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Deputados insistem na protecção do emprego para os locais
Quinta, 22/11/2012

A contratação de mão-de-obra do exterior foi, mais uma vez, um tema incontornável na sessão de perguntas e respostas sobre as Linhas de Acção Governativa com o secretário para a Economia e Finanças. Paul Chan Wai Chi foi o primeiro a levantar a questão, afirmando que os trabalhadores do exterior “provocam pressão” não só no mercado de trabalho, mas também “na rua, na habitação e no trânsito”.

 

“O senhor secretário, em princípio, não vai apanhar o autocarro para entrar e sair do serviço. Tem a sua viatura do Governo e, por isso, não consegue sentir o horror de andar de autocarro durante as horas de ponta. Se calhar deve é deixar a viatura do Governo na garagem e apanhar um autocarro para sentir o que a população sente”, sugeriu o deputado da Associação Novo Macau, que não chegou a obter uma reacção de Francis Tam.

 

Ng Kuok Cheong e Kwan Tsui Hang juntaram-se a Paul Chan Wai Chi no coro de críticas à contratação de trabalhadores não residentes, pedindo, novamente, a protecção dos residentes no mercado de trabalho. Ng Kuok Cheong acusou o Governo de “falta de fiscalização” do processo de contratação destes trabalhadores pelos casinos. O deputado da Novo Macau apresentou alguns números, falando numa percentagem de 20 por cento de contratação em quase todos os casinos. Kwan Tsui Hang diz que é suficiente para a contratação que os patrões considerem “o trabalhador do exterior bom”, apontando ainda para a possibilidade de “progressão rápida” dentro da empresa.

 

O secretário para a Economia e Finanças disse que a percentagem de mão-de-obra importada que trabalhava nos casinos, no final do terceiro trimestre, rondava os 24 por cento. Uma percentagem que Francis Tam entende ser “pequena face ao número de residentes” que trabalham no mercado do jogo. O secretário garantiu que a “metodologia do Governo” sobre a contratação de mão-de-obra do exterior “permanece igual”.

 

Numa resposta à deputada dos operários Kwan Tsui Hang, Francis Tam avançou ainda que “no princípio do próximo ano”, o Governo vai implementar o mecanismo para o recrutamento de empregadas domésticas da China. Neste início, disse o responsável, vão ser contratadas pessoas de Guangdong e Fujian. A indicação anterior de Tam era de que as empregadas da China poderiam começar a ser contratadas até ao final do corrente ano.