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Governo avança com Biblioteca Central sem concurso público
Segunda, 12/11/2012

O Governo desistiu da ideia de lançar um concurso público para o desenho da nova Biblioteca Central. O Executivo decidiu avançar sozinho com o projecto, que inclui um museu da Polícia Judiciária. As obras devem arrancar no final do próximo ano.

 

Em 2010, o polémico concurso por convite para o design conceptual, aberto dois anos antes, foi anulado, logo depois de Ung Vai Meng ter assumido a presidência do Instituto Cultural (IC). Nessa altura, o IC tinha anunciava ainda a decisão de seguir com um concurso público para o desenho da Biblioteca Central, que, contudo, tardava em ser lançado.

 

O impasse em torno da nova biblioteca de Macau parece ter sido agora quebrado. Hoje, Ung Vai Meng revelou que “já não vai haver concurso” e que será o Governo a “fazer o design” e a “executar” o projecto, numa cooperação entre o IC, que terá a “maior participação”, e as obras públicas.

 

A previsão é que as construções comecem “no final do próximo ano”. Apesar de ser um “projecto único”, o presidente do IC explica que este integra duas fases: a primeira incide sobre o antigo tribunal e a segunda sobre o edifício da Polícia Judiciária, que fica entre a Praia Grande e a Rua Central.

 

O “plano global”, que o IC tem em mãos, prevê a união dos dois edifícios. Algo que ainda vai demorar, uma vez que, de acordo com Ung Vai Meng, a Polícia Judiciária só deverá deixar definitivamente as actuais instalações em 2014.

 

As linhas gerais para a concepção da nova Biblioteca de Macau incluem, ainda assim, já algumas novidades. “Vamos fazer uma via para que se possa subir da Avenida da Praia Grande para a Rua Central. Especificamente sobre o edifício da Polícia Judiciária, iremos manter o que lá está e ainda construir um mini-museu para mostrar a história da Polícia Judiciária”, avançou Ung Vai Meng, à margem de uma conferência de imprensa sobre o “Desfile por Macau, Cidade Latina”.

 

O presidente do IC preferiu não avançar números quanto ao orçamento ou à data de finalização das obras da nova Biblioteca Central. Ung Vai Meng justificou que há, neste momento, “várias construções a decorrer”, que têm impossibilitado a organização de um calendário.