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Lago Sai Van: “Houve desentendimento por parte da população”
Segunda, 12/11/2012

O projecto do complexo turístico do Lago Sai Van está a ser contestado porque a população tem pouca informação acerca das intenções para o Lago Sai Van, considera Raymond Tam, presidente do conselho de administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). Este “desentendimento” levou o IACM a organizar uma sessão de esclarecimento, em resposta às críticas daqueles que não querem restaurantes, lojas, um teatro ao ar livre e uma réplica de uma caravela no Lago Sai Van.

 

Questionado sobre uma nova fase de auscultação pública, reivindicada por alguns sectores críticos em relação ao projecto, Raymond Tam não deu uma resposta directa, preferindo salientar que está sempre disponível para ouvir os residentes. “Insisto: continuamos a ouvir a opinião pública, porque é importante, é a força motriz para aperfeiçoarmos o nosso trabalho”, disse Raymond Tam. “Somos muito transparentes quanto a ouvir a opinião pública. Acho que, no início, houve um desentendimento por parte da população.”

 

Para resolver este desentendimento, o IACM vai disponibilizar os dados do projecto no site do instituto, que não parece estar com vontade de alterar a localização do projecto, apesar do impacto que vai ter. “Com certeza que o projecto vai ter alguns efeitos negativos para o ambiente circundante”, reconheceu Tam, destacando, por outro lado, as vantagens do complexo turístico e a falta de opções no território. “Em Macau, não há muita escolha e de facto entendemos que é um local ideal”, vincou.

 

Além da praça, o resto do Lago Sai Van vai sofrer alterações – o IACM promete mais vegetação, um trilho para a prática de desporto e uma zona para pesca, além de um parque de estacionamento.

 

Os pormenores do projecto foram apresentados ao longo de uma sessão longa, que terminou com muitas dúvidas. Para Raymond Tam, que apelou várias vezes aos jornalistas para que divulguem o plano para o lago, a comunicação social também sofre do mesmo problema que a restante população. “Vocês não compreendem completamente o projecto”, apontou.

 

Na sessão foram projectados muitos documentos, entre eles dados sobre o estudo de impacto ambiental, mas a documentação projectada foi disponibilizada aos jornalistas apenas em chinês, sem tradução para português.