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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 12/11/2012

O trânsito e os salários da Função Pública são alguns dos temas em destaque hoje na imprensa local de língua chinesa. Entre os jornais publicados em português, em Macau, o património cultural, os investimentos além-fronteiras e os ajustes salariais dos funcionários públicos marcam as manchetes.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O trânsito está em destaque na primeira página do jornal Ou Mun. O chefe do Departamento de Trânsito do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Mui San Meng, adianta que a polícia planeia introduzir um instrumento que permitirá verificar de imediato se o condutor consumiu ou não drogas. Segundo o jornal, prevê-se que o novo mecanismo entre em vigor no início do próximo ano.

 

Também na calha, de acordo com Mui San Meng, está a introdução de equipamentos electrónicos para emitir multas de estacionamento, assim como as obras de ampliação do edifício do Comissariado de Trânsito, no próximo ano. Para Mui San Meng, a aplicação de multas de trânsito tem um efeito mais intenso do que a eventual introdução de um sistema de pontos, que tem vindo a ser reivindicado pela população e que existe noutras jurisdições. Por outro lado, acrescenta o responsável, os agentes de trânsito têm uma sessão de formação por semana “para intensificar a comunicação com os residentes”.

 

No Va Kio, o grande destaque vai para o ajustamento das remunerações dos funcionários públicos, que, segundo a secretária para a Administração e Justiça, terá de ser institucionalizado e regulamentado. Florinda Chan, explica, no entanto, que a decisão só será tomada depois de analisados todos os dados necessários.

 

O diário conta também na edição de hoje que, para aliviar a pressão de trânsito na zona norte, as autoridades pretendem construir uma via de ligação entre a Estrada da Bela Vista e a Avenida de Venceslau de Morais. Destaque, ainda, no Va Kio, para as comemorações do 100º aniversário do Banco da China, que ontem organizou uma caminhada de caridade, tendo conseguido angariar 10 milhões de patacas, para distribuir por 16 associações de cariz social.

 

O Va Kio chama ainda a atenção para a apresentação do relatório das Linhas de Acção Governativa para 2013, agendada para amanhã. Às três da tarde, o Chefe do Executivo apresenta as principais opções estratégicas, num discurso que tem lugar na Assembleia Legislativa. No dia seguinte, Fernando Chui Sai On volta ao hemiciclo para responder às perguntas dos deputados.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

No Canal Chinês da Rádio Macau, destaque esta manhã para uma interpelação escrita de Ng Kuok Cheong. O deputado questiona o Governo sobre a consulta pública relativa à política demográfica.

 

A Ou Mun Tin Toi informa ainda que foi já publicado o Regulamento de Utilização e Exploração da habitação económica do Edifício do Lago.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Património promete novas discussões”, escreve o Jornal Tribuna de Macau em manchete. O líder da Associação de História de Macau, Chan Su Weng, defende, em entrevista, “um organismo autónomo para gerir legado cultural”. A RAEM, lê-se ainda na primeira página, “deverá voltar a deixar a UNESCO à espera de antigas promessas legislativas”.

 

A chegada da chanceler alemã, Angela Merkel, hoje a Lisboa, e a previsão de que a economia chinesa será a maior em 2016 são outros temas em destaque na edição desta segunda-feira do JTM. O jornal inicia a semana a dar também conta da absolvição dos arguidos do caso Pac On, e dos “murros, pontapés e sangue no torneio de UFC que encheu a Arena do Cotai”.

 

O Hoje Macau conta, em manchete, que David Chow tem os olhos postos no Cambodja, Djibouti e Ucrânia. Planos “à escala global” que passam pela construção de uma China Town, no Djibouti, pela aposta na produção de minérios, no Cambodja, e pelo desenvolvimento de infra-estruturas, agricultura e turismo na Ucrânia, na costa do Mar Negro. O empresário explica ao jornal que “Macau tem de ser mais internacional”, criando possibilidades de negócio que vão para além do jogo. A RAEM, acrescenta o magnata, “é uma plataforma para todo o lado, não só para a China”.

 

O diário destaca também o Congresso Anual do Partido Comunista Chinês, com uma alusão à “gestão social”: “Novo conceito de ordem pública.” Destaque ainda para a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, que “volta a propor aumentos na ordem dos 6,8 por cento”, e para o Festival Fringe, com a Casa de Portugal a vencer “pelo terceiro ano consecutivo”.

 

Os ajustes no vencimento dos funcionários públicos, em 2013, ditam a manchete de hoje do Ponto Final. Com o título “Linhas salariais”, o jornal dá conta das expectativas de alguns dirigentes associativos, que esperam que Fernando Chui Sai On tome uma posição sobre o assunto amanhã, na apresentação das Linhas de Acção Governativa para o próximo ano.

 

Em grande destaque na primeira página do diário volta a estar a política chinesa, hoje com a “mão (in)visível” de Jiang Zemin. Aos 86 anos, longe do poder formal há dez, o antigo presidente chinês “continua a dar cartas no Partido Comunista”. A nova liderança, escreve o Ponto Final, “foi negociada” com Jiang Zemin, “que protege família e aliados, para além da sua herança política”. Entretanto, acrescenta o jornal, “contra muitos analistas chineses e estrangeiros, o papel do partido nas empresas não deverá diminuir” – “há sinais de que o regime ainda acredita no modelo actual para recuperar a dinâmica de crescimento económico”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Muito dinheiro para turismo, através de marketing directo barato.” É esta a manchete do Business Daily, que se refere às acções de publicidade feitas através de mensagens de telemóvel, e-mails, telefonemas e media interactivos. Uma opção que já não é tomada em Macau apenas pelas operadoras de jogo, mas também por empresas de menor dimensão. Ainda assim, de acordo com o académico do Instituto Politécnico de Macau, Edmund Loi Hoi Ngan, as firmas do território não estão ainda totalmente conscientes do potencial deste tipo de marketing de baixo custo.

 

O diário económico da RAEM destaca também o BNU, “de olhos e ouvidos bem abertos para a China”, e uma entrevista ao académico da Universidade de Macau, Zenon Udani, que entende que o “mercado laboral precisa de um impulso a longo prazo”.

 

Outro título do jornal alude ao sector imobiliário: “Pausa de pouca duração nos preços das casas.” A Associação de Desenvolvimento do Sector Imobiliário de Macau prevê que as novas medidas tomadas pelo Governo para o sector se traduzam numa quebra de entre 5 a 10 por cento nos preços das casas, mas, no próximo ano, esses preços devem voltar a subir.

 

No Macau Post Daily, o regime de impedimento, previsto na lei de contratação de não residentes, faz a manchete. Cecilia Ho, do Instituto Politécnico de Macau, e Yuliati Reksamiarso, da organização Peduli, que representa os trabalhadores de origem indonésia, criticam as normas laborais vigentes no território. Críticas que surgem numa altura em que os deputados analisam, na especialidade, uma alteração à lei de contratação de não residentes, que, na prática, obriga os trabalhadores não sujeitos ao interregno de seis meses a continuarem a exercer funções na mesma área profissional.

 

Na primeira página do jornal, uma chamada de atenção para a morte de Valerie Eliot, 86 anos, viúva do poeta T.S. Eliot. A mulher, recorda o diário, foi a guardiã do legado do marido ao longo de quase meio século.

 

Noutro destaque, o Macau Post Daily conta a história da última falante de Kusunda, um dialecto do Nepal. A mulher está perto do fim da vida e receia que as suas últimas palavras sejam as últimas faladas na sua língua nativa.

 

A política chinesa dá o mote à manchete do Macau Daily Times: “Transição da liderança da China segue em frente, de modo formal; cauteloso Li Keqiang deve ser o próximo primeiro-ministro.”

 

A abertura do Festival de Gastronomia de Macau também merece honras de primeira página no diário. O jornal destaca os protestos que marcaram o arranque do evento – protestos contra o uso errado do erário público, quer no financiamento de um festival lucrativo organizado pelo sector privado, quer na construção do mercado nocturno que deve nascer no futuro Complexo Turístico de Sai Van.

 

Ainda no Macau Daily Times, destaque para as conclusões de um simpósio organizado pela Universidade de Macau: “As leis relacionadas com a segurança social são relevantes, mas a cooperação pública e o apoio da família são igualmente cruciais.”

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

“Hu Jintao deve deixar posto de chefe militar”, revela o South China Morning Post desta segunda-feira. O diário cita fontes que indicam que o presidente, em final de mandato, vai reformar-se por completo e abrir caminho a Xi Jinping. A opção, explica o jornal, “quebra o precedente impopular aberto pelo seu antecessor Jiang Zemin”.

 

O South China Morning Post destaca também um tratado entre Hong Kong e o Canadá, “para evitar a dupla tributação”. Espera-se que o acordo impulsione o comércio e o investimento.

 

A educação também tem direito a uma chamada de primeira página no diário: “Chefe da Fundação das Escolas Inglesas abandona o cargo numa altura em que se arrasta a polémica em torno dos subsídios.”

 

O China Daily escreve esta segunda-feira, em manchete, que “o sector bancário está de boa saúde”. É uma conclusão que se retira das palavras dos líderes chineses, no 18º Congresso Anual do Partido Comunista Chinês, que decorre em Pequim. O diário oficial chinês acrescenta que a indústria goza de ganhos sólidos e “deve expandir-se, à medida que o yuan atinge o palco internacional”.

 

Ainda sobre o congresso, o diário dá conta de algumas notas de agenda: para esta tarde, por exemplo, está prevista uma conferência de imprensa sobre as condições de vida da população.

 

Na principal imagem de capa do China Daily, o destaque vai para outra conferência de imprensa. Trata-se do que o jornal classifica como uma “reunião cultural”, que juntou à mesma mesma dirigentes do Departamento de Publicidade do Comité Central do PCC, o vice-ministro da Cultura e o vice-ministro da Administração Geral da Imprensa e da Publicação.

 

No Standard, a manchete desta segunda-feira vai para a “fúria gerada em torno da maratona da ATV”. A estação televisiva criou a própria agenda, numa transmissão de 90 minutos, em que o seu director executivo protestou contra a emissão de novas licenças televisivas. Para isso, o director recorreu a uma frase tornada famosa pelo antigo presidente chinês Jiang Zemin: “A água do rio não deve interferir com a água do poço.”