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Colóquio sobre medicina chinesa traz portugueses a Macau
Segunda, 05/11/2012

Entre hoje e dia 15 deste mês, realiza-se em Macau e na Ilha da Montanha o Colóquio sobre o Desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa para os Países de Língua Portuguesa. A iniciativa, organizada pelo Fórum Macau, junta em Macau 19 autoridades e profissionais de países lusófonos.

 

De Portugal vieram quatro representantes, à procura de oportunidades de intercâmbios ou mesmo de investimento. Um desses representantes é Frederico de Carvalho, o director de formação e qualificação do Instituto de Medicina Tradicional – um instituto privado com mais de 15 anos.

 

Frederico de Carvalho explicou que a medicina tradicional chinesa, sobretudo os seus tratamentos como a Acupunctura, a Osteopatia ou a Homeopatia, é “cada vez mais procurada” pelos portugueses e mesmo pela população europeia. Por isso mesmo, no território, o maior instituto português de medicina tradicional chinesa procura tornar-se numa ponte não só entre os países lusófonos e a China, mas também entre a própria União Europeia e a China.

 

Neste sentido, Frederico de Carvalho sublinha a importância de vir até Macau. “Não só é útil como me parece fundamental (...) ainda por cima, numa região onde se fala a mesma língua, pode ser um ganhar de etapas (...) para a cooperação entre as instituições e nas áreas académica, de investigação e da indústria, é definitivamente muito importante”.

 

Além do reforço de cooperação na área, com o estabelecimento de contactos para o intercâmbio de especialistas, o Instituto de Medicina Tradicional está ainda atento a oportunidades de investimento, nomeadamente no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional chinesa, que está a ganhar forma na Ilha da Montanha.

 

Em Portugal, como a lei aprovada em 2003 ainda não foi regulamentada, a prática da medicina tradicional chinesa continua circunscrita à esfera privada. Frederico de Carvalho espera que a regulamentação passe a ser integrada no Serviço Nacional de Saúde só "na próxima década". Por causa da falta de regulamentação, também é difícil saber o número certo de profissionais que trabalham na área em Portugal, uma estimativa muito por alto aponta para cerca de 10 mil.