Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Petição online: residentes pedem controlo de rendas
Segunda, 05/11/2012

Um grupo de residentes de Macau lançou uma petição na internet a pedir ao Chefe do Executivo mais justiça na regulação das rendas. Até às 10 horas desta segunda-feira, a petição tinha sido já assinada por mais de 80 pessoas, que pedem limites legais ao aumento das rendas.

 

“Por uma renda justa” é o nome da petição que visa sensibilizar o Chefe do Executivo para os problemas de quem vive em casas arrendadas em Macau. Em três línguas, português, chinês e inglês, o grupo justifica a iniciativa com o facto de haver um número cada vez maior de residentes de Macau que só conseguem uma habitação através do arrendamento. Isto porque “não dispõem de recursos monetários para adquirir casa própria” nem “são elegíveis para a compra de habitação económica”.

 

No entanto, queixam-se os residentes, a actual “subida acentuada das rendas” é “grave e preocupante”, com muitas famílias a começarem a sentir “dificuldades” na gestão das despesas com a casa. O grupo lembra que há casos em que a renda aumenta “60 por cento ou mais”, “quando os rendimentos das famílias não beneficiam de um aumento correspondente”.

 

Para estes residentes, a solução passa por fixar um coeficiente de actualização de renda, de acordo com a taxa de inflação anual, registada no território. Uma medida reguladora “exequível em Macau”, garantem os residentes, lembrando que esta é uma opção tomada em dezenas de países, incluindo os Estados Unidos.

 

O grupo lança, assim, um apelo ao Chefe do Executivo, avisando que é “urgente colocar um fim à especulação sem regras no arrendamento imobiliário”. Porque, lembram os autores da petição, “a habitação condigna é um direito fundamental dos residentes de Macau que tem de ser salvaguardado”.


A petição online foi criada no dia 2 de Novembro e pode ser lida e assinada aqui.

 

De recordar que, no mês passado, por ocasião da apresentação das oito novas medidas de regulação do mercado imobiliário, o Governo deixou claro que não vai avançar com um controlo dos aumentos das rendas. Na altura, em resposta às perguntas dos jornalistas, a equipa do secretário para os Transportes e Obras Públicas admitiu que a questão pode voltar a ser estudada, mas frisou que, neste momento, Macau, não tem condições para avançar com uma medida destas.