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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 30/10/2012

Os encontros do Chefe do Executivo com a ATFPM e com a APOMAC estão a marcar a actualidade local, mas também a morte de um motorista da Transmac e a demolição do bloco 3 do Koi Fu. Na região vizinha, a imprensa em língua inglesa continua a acompanhar as reacções às novas medidas para o arrefecimento da especulação imobiliária.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio destaca a detenção de um homem da China, suspeito de furto, avaliado em cerca de 70 mil patacas, a dois passageiros num voo de Xangai para Macau. O caso já seguiu para o Ministério Público, com o suspeito acusado de furto qualificado. O matutino diz ainda que os residentes que preencham os requisitos necessários para a atribuição do subsídio de invalidez, e que tenham apresentado o pedido até 31 de Agosto, podem receber já amanhã o apoio deste ano.

 

O Ou Mun coloca em grande plano a morte de um motorista da Transmac, de 55 anos. O homem perdeu a vida na sequência de um acidente na Avenida de Amizade. O autocarro que conduzia ia vazio, quando embateu num separador e depois numa árvore. Ainda na primeira, a notícia da demolição do bloco 3 do Edifício Koi Fu, dentro de 45 dias. O Governo decidiu avançar com a acção por haver perigo de derrocada do bloco, que ameaça assim a segurança pública.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi destaca, nesta manhã informativa, o encontro entre o Chefe do Executivo e os representantes da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau. A associação sugeriu o aumento das pensões de aposentação e de sobrevivência.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

A manchete do Jornal Tribuna de Macau diz “população espera mais empenho no combate à escalada dos preços” – estudo confirma que medidas para arrefecer mercado imobiliário e inflação “não satisfazem”. Na fotografia o destaque vai para uma entrevista ao presidente da Associação dos Engenheiros. Wu Chou Kit afirma que “engenheiros querem acreditação para serem respeitados”. Ainda na primeira, o JTM refere que o jogo “pode colocar recorde acima dos 27 mil milhões” em Outubro.

 

O Ponto Final escreve no título principal “identidade de base”, na sequência do encontro de Chui Sai On com a Associação dos Trabalhadores da Função Pública. A ATFPM fala em regulamentar “costumes e tradições” dos “residentes de ascendência portuguesa”. Miguel de Senna Fernandes e Jorge Rangel aceitam o debate. No destaque fotográfico lê-se: “mais sobrevivência”, a propósito do pedido de aumento da pensão de sobrevivência, num outro encontro do Chefe do Executivo, com Francisco Manhão e Jorge Fão.

 

O mesmo tema está em grande plano no Hoje Macau, com a manchete “Ó Chefe, veja lá o que pode fazer” – Chui Sai On “recebeu APOMAC E ATFPM”. O jornal refere ainda que os aposentados “anseiam por pensões de sobrevivência e os funcionários públicos voltaram a carregar na tecla da Lei Sindical” e que “o Chefe ouviu e considerou”. Também na primeira, o estudo da Nova Visão que demonstra que a “população quer mais habitação e mais cheques”. Noutra chamada: “moradores do Koi Fu têm 45 dias para desocupar casas”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily escreve na manchete: “venda de casas enfrenta risco de maior abrandamento”. O volume de transacções desceu, em Outubro, cerca de 20 por cento, para 800 unidades. As agências imobiliárias prevêem que a situação vai agravar-se nos próximos meses. Noutro título lê-se que o "dinheiro não está a comprar felicidade" - níveis salariais mais altos não estão, no entanto, a garantir uma melhor situação de vida aos trabalhadores locais, dizem as associações ligadas ao sector laboral.

 

O Macau Daily Times faz também o título principal com o tema dos trabalhadores: “funcionários públicos defendem um aumento salarial de 6,8 por cento “ e “Pereira Coutinho vai submeter uma proposta de lei sindical”. A fotografia faz referência à “super tempestade Sandy” que, escreve o jornal, “se dirige para leste dos Estados Unidos”. O furacão obrigou já à paralisação do trânsito, de escolas e ainda dos mercados financeiros.

 

A manchete do Macau Post é feita com os resultados de uma sondagem da Associação Nova Visão. Os resultados indicam que “92 por cento querem que continue o esquema de distribuição de riqueza”. Além disso, 40 por cento dos inquiridos desejam mesmo que o valor dos cheques suba para 10 mil patacas para os residentes permanentes já no próximo ano. O matutino sublinha ainda que a habitação pública, a inflação e o mercado imobiliário continuam a ficar nos lugares cimeiros da lista de preocupações da população.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning diz na notícia principal que “os agentes esperam um recuo de investidores no mercado imobiliário”, devido ao aumento dos preços dos imóveis. Os agentes acreditam que este é o cenário mais provável depois do anúncio das novas medidas sobre o imposto do selo. Mas o jornal sublinha que Governo pode intervir também nesta situação. Na fotografia, é feita referência ao furacão Sandy que “causa caos nas viagens” - milhares de voos ficaram por terra no nordeste dos Estados Unidos, deixando muitos passageiros retidos em vários aeroportos do mundo.

 

O China Daily publica uma fotografia de um ensaio conjunto entre músicos do exército chinês e do exército norte-americano. No título lê-se “bando de irmãos acertam tom”. O jornal escreve ainda que as “relações militares entre a China e os Estados Unidos estão a marchar para uma melhor sintonia”. Na coluna, o matutino diz que “o declínio nas exportações de pedras raras não está relacionado com o embargo ao Japão”. Líderes da indústria referem que a queda se deve simplesmente “à lenta procura mundial”, causada pela crise económica.

 

O Standard destaca um possível “buraco” na lei sobre o aumento de 15 por cento no imposto de selo para compradores não residentes. A preocupação é levantada pelo advogado Paul Wai-chun, que alerta que as famílias da China podem usar o bilhete de identidade dos filhos, nascidos em Hong Kong, para fugir à taxa adicional na compra de imóveis na região vizinha.