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Veiga Jardim: Orquestra devia ser explorada por privados
Sábado, 27/10/2012

A Orquestra de Macau tem evoluído nos últimos anos, mas não devia estar dependente do Instituto Cultural, considera Oswaldo Veiga Jardim. Convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista, o maestro brasileiro defende que a formação devia estar sob a alçada de uma estrutura privada.

 

“A orquestra evoluíu muitíssimo, especialmente nas mãos desse jovem que está lá, Liu Jia, que é um rapaz muito talentoso, que trabalha com grande empenho e com grande afinco. Tem amor por aquilo que faz”, destaca Veiga Jardim.

 

A viver em Macau há mais de 20 anos, o maestro foi o responsável pela criação de uma orquestra profissional no território e um dos impulsionadores da Macau Sinfonietta. Defende orquestras de composição alargada, que possam apostar em repertórios mais próximos do público, por norma vedados às formações de câmara. Para Veiga Jardim, continuam a faltar músicos à Orquestra de Macau, um problema que, entende, se podia resolver com uma alteração da estrutura.

 

“Se a orquestra fosse uma sociedade privada, poderia pensar em ter um número maior [de instrumentistas]. Soube que a orquestra, quando viajou agora para Portugal, teve de contratar músicos lá”, conta, explicando que só com estas contratações temporárias foi possível à orquestra executar o repertório que se propunha tocar.

 

Oswaldo Veiga Jardim entende o Instituto Cultural é uma máquina demasiado pesada para gerir a orquesta, que deve ter outro dinamismo e uma nova dimensão. “Macau pode ter um grande casino, porque é que não pode ter uma grande orquestra?”, lança.

 

Na entrevista à Rádio Macau, Veiga Jardim defende ainda que faz falta no território uma sala com boas condições acústicas. “Uma sala nova, havendo recursos, havendo vontade política, porque não? Era bom que se pensasse numa sala para ópera e numa sala para concertos sinfónicos”, diz o director artístico da Orquestra Sinfónica Jovem de Macau. A alternativa, aponta o maestro, é fazer um tratamento acústico ao Grande Auditório do Centro Cultural.