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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 25/10/2012

As duras críticas dos deputados à actuação do Governo e a aprovação com carácter de urgência de duas novas medidas para o imposto do selo na Assembleia Legislativa marcam a actualidade local. Já em Hong Kong, as atenções viram-se para a retoma do programa nuclear chinês.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Ou Mun destaca o plenário em que foram “aprovadas com urgência das duas novas medidas para o imposto do selo”, regras que fazem parte de um pacote de oito medidas para a estabilização do mercado imobiliário. O matutino escreve também na primeira página, que a Polícia Judiciária deteve três indivíduos da China, suspeitos de tráfico de droga. Os estupefacientes apreendidos têm um valor de mercado equivalente a 65 mil patacas.

 

O Va Kio realça que a Associação dos Técnicos da Administração Pública quer “uma subida de 70 patacas no índice salarial dos funcionários públicos” e “aumentos salariais na ordem dos 6 por cento” para o próximo ano. O presidente da associação, Kun Sai Hoi, teve ontem um encontro com o Chefe do Executivo. Na primeira ainda um caso de polícia. O matutino diz que a Polícia Judiciária deteve uma mulher da China, suspeita de furto de uma mala a um turísta chinês.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, que a Galaxy Entertainment anunciou lucros líquidos de 2,6 mil milhões de dólares de Hong Kong entre Julho e Setembro, o que significa uma subida de 46 por cento no EBIDTA (ganhos ajustados antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) face ao mesmo período de 2011. A Wynn Resorts anunciou também as contas do terceiro trimestre do ano, mas os resultados foram menos positivos. A Rádio avança que os lucros líquidos da Wynn ficaram nos 910 milhões de dólares norte-americanos - uma queda de 40 milhões comparando com o período homólogo anterior.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Pesquisa aponta para 150 mil macaenses na diáspora”, é a manchete do Jornal Tribuna de Macau. Uma pesquisa de Roy Eric Xavier indica ainda que os macaenses espalhados pelo mundo “salientam a ligação a Portugal” na hora “de se definirem”. No destaque fotográfico lê-se que “agências antecipam forte quebra de turistas japoneses”. Houve já “centenas de cancelamentos” de visitas a Macau para os próximos meses.

 

O Ponto Final escreve “morte sem papéis”, ainda a propósito da polémica exposição do Venetian Human Bodies. A anatomista responsável pelo conteúdo da mostra invoca “motivos não declaráveis oara não ter qualquer comprovativo da origem dos cadáveres”. “Mentiras, aldrabices e intrujices”, é o título da fotografia de Chan Meng Kam. O deputado “atirou-se” na Assembleia Legislativa a governantes que “perderam a credibilidade perante o público mas mantêm-se incólumes” nos seus cargos há mais de dez anos.

 

O mesmo tema faz a manchete do Hoje Macau: “guerra aberta” – deputados “acusam Executivo de má governação”. Os deputados mostraram-se ontem, em plenário, “desgastados” com o trabalho do Governo, referindo que este “omite acções e impede fiscalizações” da Assembleia. Na primeira, destaque ainda para o académico que “descobre mais de 150 mil” macaenses espalhados pelo mundo.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Mais capital especulativo no horizonte”, é a manchete do Business Daily. Um “forte dólar de Hong Kong obrigou” a Autoridade Monetária da região vizinha a intervir no mercado cambial pelo segundo dia numa semana. Taxas de juro “baixas” e um crescimento económico “sólido” foram atractivos para a transferência de dinheiro para Hong Kong, refere o matutino. Em Macau, este capital deve atingir o mercado imobiliário, aproveitando empréstimos “mais baratos” dos bancos locais. Num dos destaques de primeira página, o económico noticia ainda que as empresas de Macau estão, a partir do próximo ano, fora dos serviços de transporte de carga nas águas da China.

 

A manchete do Macau Daily Times refere que a “Assembleia Legislativa aprova novas regras contra a especulação imobiliária, apesar das fortes críticas”. As medidas para o mercado imobiliário passaram com um carácter de urgência mas, ainda assim, os deputados fizeram saber que estas políticas “falham em resolver os problemas da habitação”. Noutro título, o jornal escreve 7,5 milhões reservados para ajuda a moradores do Sin Fong Garden - é um orçamento inicial, que o Instituto de Acção Social vai colocar de parte para auxílio às famílias que terão de ficar fora do prédio cerca de dois anos.

 

O Macau Post destaca também a Assembleia Legislativa. Lê-se: “hemiciclo passa com urgência duas leis sobre as novas regras para o imposto do selo”. O diário sublinha, no entanto, que os deputados criticaram o Governo, falando em acções “inúteis” para o arrefecimento do mercado.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning escreve na manchete que “Pequim retoma projecto nuclear”. A China recomeçou parcialmente o programa nuclear depois de 19 meses em que a aprovação de novos projectos esteve suspensa, na sequência do desastre nuclear japonês de Fukushima. A China “reacende” agora, sublinha o jornal, a “ambição pelo poder atómico”. O matutino publica ainda uma fotografia, com o título uma “questão de estilo”. A imagem mostra o rapper sul-coreano Spy a ensinar ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, os movimentos da dança Gangnam Style. Ban Ki-moon quer aproveitar o sucesso mundial do compatriota para juntos promoverem a luta contra o aquecimento global.

 

Já o China Daily traz na primeira a fotografia de um outro famoso, Tracy McGrady. O antigo jogador da NBA All-Star foir recebido por uma multidão no aeroporto de Qingdao. McGrady vai jogar esta época na equipa Qingdao Eagles. A manchete deste jornal também é sobre o programa nuclear chinês. Lê-se: “centrais nucleares definidas para a costa”. Pequim vai avançar com a construção de novas centrais nucleares, “com os mais elevados padrões”, diz o matutino, que sublinha, no entanto, que poucas vão estar prontas já em 2015 e que todas vão ficar localizadas em zonas costeiras.

 

O Standard dá conta da saída do juiz do Tribunal de Última Instância Kemal Bokhary, depois de 23 anos ao serviço da justiça. No último dia de trabalho, o juiz previu “nuvens negras para a prática da lei” em Hong Kong. Bokhary criticou ainda a antiga secretária da pasta da Justiça, Elsie Leung, que afirmou esta semana que os juízes “não entendem a relação” de Hong Kong com a China. Para Bokhary este tipo de visões “não vão colocar em risco a independência da justiça”.