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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quarta-feira)
Quarta, 24/10/2012

A imprensa local faz manchetes diferentes, que incluem as celebrações do Dia de Chong Yeong, a polémica em torno da exposição Bodies: The Exhibition, e ainda os aumentos de 6,8 por cento para a Função Pública. Em Hong Kong também há destaques diversificados: o pedido de uma segunda intervenção da Autoridade Monetária, em quatro dias, no mercado de câmbio, e um problema com os vidros de um prédio de luxo, que irá custar milhões ao empreiteiro.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio coloca em grande destaque as celebrações do feriado de Chong Yeong - do culto dos antepassados. O matutino realça que “um grande fluxo de pessoas visitou os cemitérios ou caminhou até à Colina da Guia”. Mas algumas críticas levantaram-se contra as lojas que ficam nas imediações destes locais, por terem aproveitado para subir os preços das mercadorias.

 

O Ou Mun realça que é já no próximo mês que entra em vigor a lei que proíbe a entrada em casinos a menores de 21 anos. O vice-presidente da Associação dos Trabalhadores da Indústria de Jogos de Fortuna e Azar, diz que esta lei não afecta o curso de croupier. Leong Sun Iok refere que as inscrições baixaram apenas em cerca de duas dezenas. O jornal destaca ainda a conclusão da limpeza no Canal dos Patos. O local estava a ser utilizado para descarga de óleo usado. As autoridades suspeitam que a poluição esteja relacionada com esta prática ilegal, levada a cabo por algumas lojas, e prometem reforçar as inspecções assim como aplicar multas mais pesadas.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi diz, nesta manhã informativa, a Comissão de Avaliação dos Serviços Públicos divulgou os resultados do Prémio de Serviço Público de Alta Qualidade. O prémio foi atribuído a nove projectos de sete serviços públicos.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Habeas corpus”, é a manchete do Hoje Macau. A exposição Bodies: The Exhibition abre amanhã no Venetian já envolta em polémica, por alegadamente mostrar restos humanos de condenados à morte em prisões chinesas. O diário escreve que a “história pode ter ainda contornos mais rocambolescos” se chegar a confirmar-se que o corpo de uma mulher grávida na exposição pertence a uma ex-amante de Bo Xilai. Numa chamada lê-se que “população critica mercado imobiliário”.

 

No título principal, o Jornal Tribuna de Macau realça que “187 trabalhadores do New Century queixam-se de atrasos salariais” – os Serviços para os Assuntos Laborais investigam conflito que envolve três meses de pagamentos. No destaque fotográfico o título é: “homenagem aos antepassados”. Por ocasião do Dia de Chong Yeong “milhares de pessoas” visitaram os cemitérios do território, num tributo aos antepassados que inclui a limpeza de campas e o lançamento de papagaios de papel.

 

O Ponto Final diz que há “consenso salarial” – patrões e empregados chegaram a acordo na Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública: aumentos de 6,8 por cento para 2013. Pereira Coutinho espera para ver se a proposta que seguirá para o Executivo é mesmo essa. Na fotografia, o destaque vai para os “corpos polémicos”, a propósito da exposição de cadáveres preservados com a técnica de polimerização, desenvolvida em Dalian com o aval de Bo Xilai. Há suspeita que os corpos possam ser de prisioneiros executados na China.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“CCAC diz que falta de verificações e balanços conduz ao abuso de poder e à corrupção”, é a manchete do Macau Daily Times. O comissário Vasco Fong defende “mais transparência”, em particular, no processo de concessão de terrenos. O matutino faz o destaque fotográfico com Xi Jingping, com o título “próximo líder forjado por um duro início de vida”. Xi Jingping dormia em tijolos numa espécie de caverna nos primeiros anos da sua vida. Numa chamada de primeira página, lê-se ainda que “moradores do Sin Fong Garden regressaram momentaneamente a casa”.

 

O Business Daily escreve no destaque principal que o “Japão é o próximo alvo enquanto AirAsia voa para longe”. O jornal sublinha que a companhia que gere o aeroporto não espera a saída de mais nenhuma operadora aérea, depois de a companhia de baixo custo AirAsia Philippines ter anunciado que vai suspender os voos entre Macau e Clark. A operadora aérea justifica a decisão com os custos elevados do Aeroporto Internacional de Macau. Com a rota Macau – Clark já assegurada pela Cebu Pacific, a companhia que gere o aeroporto prefere focar-se agora em novos destinos, sobretudo, nas negociações em curso com a low-cost japonesa Peach Aviation. O económico foca ainda as preocupações sobre um possível aumento das rendas na zona do edifício Sin Fong Garden. Os receios cresceram por causa da ajuda financeira que o Governo vai dar aos moradores do prédio em perigo de ruir. Mas as agências imobiliárias já vieram afastar a hipótese de subidas nas rendas.

 

E como ontem foi feriado, não temos a primeira página do Macau Post, que só amanhã regressa às bancas.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning escreve na manchete “acção contra vidro cancerígeno em mil apartamentos de luxo”. A empresa de fomento predial Sun Hung Kai vai gastar uma conta milionária na substituição de vidros de janelas. Desde 2008, cerca de 60 vidros quebraram ou caíram do empreendimento “The Arch”. Noutro título, o matutino diz que “Hong Kong ainda é a número dois na altura de fazer negócio”. Singapura continua em primeiro lugar no ranking das economias mais favoráveis aos negócios, pelo sétimo ano consecutivo. Já a China, que é a segunda maior economia mundial, fica no 91º lugar nesta classificação.

 

O China Daily destaca o debate final entre os candidatos à Casa Branca, com o título: “visões parecidas sobre a China”. O diário sublinha que tanto Barack Obama como Mitt Romney “percebem a importância das relações com Pequim”. Na coluna, lê-se que a “economia está preparada para retirar vantagens da recuperação”. Analistas “prevêem que as exportações vão subir de forma significativa com o aumento também da procura mundial”. Já no próximo ano, deve emergir “um ambiente mais favorável ao crescimento económico”.

 

O Standard escreve “dinheiro quente causa problemas”. As preocupações com a inflação aumentaram ontem depois do dólar de Hong Kong ter desvalorizado face ao yuan. Pela segunda vez nos últimos anos, a barreira psicológica é agora de 100 dólares para 80 yuan. Entretanto, já está a ser exigida à Autoridade Monetária uma segunda intervenção, em quatro dias, no mercado de câmbio.