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MIF: “Portugal como produtor gourmet da Europa”
Quinta, 18/10/2012

Portugal tem de se afirmar como o local de origem de produtos gourmet da Europa, defende Alberto Carvalho Neto. O presidente da Associação de Jovens Empresários Portugal-China é o coordenador do pavilhão português na Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa) e destaca a qualidade dos produtos oferecidos no certame.

 

“Temos uma presença muito forte de produtos alimentares. É realmente aquilo em que temos de mostrar que somos um país com capacidade de produção de qualidade e não massificação apenas. Se realmente conseguirmos enveredar por esta linha, poderemos ter, a médio e a longo prazo, uma estratégia viável que consiga considerar os nossos produtos como os produtos gourmet da Europa”, destaca Carvalho Neto.

 

Com a presença na MIF e com a organização de vários eventos paralelos da responsabilidade da Associação de Jovens Empresários Portugal-China, pretende-se cativar homens de negócios de Macau e da China a visitarem Portugal. O país atravessa um momento crítico – mas, diz Alberto Carvalho Neto, quem estiver interessado em apostar no mercado asiático deve tentar a sorte, até porque Macau está disposto a ajudar.

 

“Temos uma grande oportunidade através de Macau. O IPIM e o Fórum Macau têm dado um grande apoio a empresas portuguesas para se criar uma ponte, empatia e parcerias com empresas chinesas. Neste aspecto, desde que a gente se saiba proteger – atendendo a que há uma grande diferença cultural e económica –, o mercado asiático poderá ser uma mais-valia.”

 

O presidente da Associação de Jovens Empresários Portugal-China garante que já há resultados práticos dos esforços levados a cabo nos últimos tempos. “Podemos dizer que este ano recebemos várias visitas de empresários portugueses. Em Março organizámos uma comitiva de empresários chineses que estiveram a visitar Portugal. Durante o resto dos meses, temos tido entre 10 a 15 empresários a visitarem-nos mensalmente”, refere.

 

São visitas que “têm estimulado bastante as compras por parte de Macau e da zona de Guangdong, mas temos também províncias como Liaoning, Chengdu e Hainão a começarem a comprar”, conta Alberto Carvalho Neto. O volume inicial de compras é, para já, pequeno, mas é assim que se começa e entrar no mercado.