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Almeida Henriques: Exportações são “vitamina contra a crise”
Quinta, 18/10/2012

Mais de 14 mil empresas portuguesas fecharam as portas este ano, no contexto da crise que atravessa Portugal, mas o número não atrapalha o secretário de Estado adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, que escolhe uma abordagem de outra perspectiva.

 

“Preferia abordar isso de outra maneira. Há mais três mil empresas a exportar em Portugal no último ano, o que significa um grande crescimento. Se olharmos para o crescimento das nossas exportações, estamos em 2012 a crescer acima dos 10 por cento”, disse, em declarações após a abertura oficial da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa), destacando ainda o facto de as exportações estarem a crescer 25 por cento chamado mercado Atlântico.

 

Almeida Henriques reconhece que os negócios feitos para o mercado interno passam por dias difíceis mas, ainda assim, garante que há novas empresas a aparecer. “Nós olhamos sempre para o lado negativo. Se olharmos para a constituição de empresas, continuamos a verificar que em Portugal continua a haver mais empresas a nascer do que a morrer. Isso também é um facto relevante.”

 

Mas certo é que a filosofia do Governo de Pedro Passos Coelho passa sobretudo pelas exportações. O secretário de Estado adjunto quer mais três mil empresas com presença internacional a cada ano porque, sublinha, só com a balança comercial equilibrada é que se sai da crise.

 

“As exportações são uma vitamina contra a crise. Felizmente, os empresários portugueses, em sintonia com o Governo português, têm vindo a perceber que esse é o caminho”, afirmou, referindo ainda que esta fórmula para a retoma da economia está inscrita no Orçamento do Estado para 2013.

 

“Diria que este Orçamento, que vai começar a ser discutido e apresentado, é aquele que, na última década, mais olha para as empresas, quer através da introdução do IVA de caixa que ajuda as tesourarias das empresas, quer através de linhas que são criadas”, apontou.

 

Uma destas linhas de investimento é virada para o apoio ao mercado exportador. Almeida Henriques congratula-se com o facto de Portugal ter hoje uma presença mais importante em mercados como a China, onde as exportações aumentaram este ano 164 por cento.