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Sam Hou Fai descontente com discussões públicas de processos
Quarta, 17/10/2012

O aviso foi deixado pelo presidente do Tribunal de Última Instância: os advogados devem cumprir a lei e não contribuírem para a discussão pública de processos em julgamento ou prestes a serem avaliados pela justiça. O presidente da Associação dos Advogados de Macau concorda com Sam Hou Fai.

 

"[A observação] é razoável porque, com certeza, [a discussão de processos] pode ser percebida como uma pressão ilegítima no sentido de apontar para esta ou aquela solução. Portanto, acho que é de acordo com a lei: os advogados não falam, nem devem contribuir para a discussão pública de assuntos que estão naquele momento a ser apreciados concretamente pelos tribunais", comentou Jorge Neto Valente. Mas tal não significa que não seja possível discutir matérias de direito e questões em abstracto, ressalvou o presidente da Associação dos Advogados.

 

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de abertura do novo ano judiciário, Neto Valente explicou que a afirmação feita por Sam Hou Fai durante a sessão teve origem em reparos feitos por juízes sobre situações que o advogado diz desconhecer. No entanto, Neto Valente reitera que os comentários sobre processos concretos são sempre de evitar, porque levam à condenação de suspeitos em praça pública.

 

"Muitos órgãos de comunicação social em Macau têm feito verdadeiras crucificações de arguidos que são condenados na comunicação social antes de chegar a altura de se defenderem no julgamento”, diz o presidente da Associação dos Advogados. “Há opiniões que são totalmente despropositadas e não digo que visem influenciar os tribunais mas, na verdade, influenciam e, sobretudo, influenciam a opinião pública."